segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Portos paranaenses se preparam para nova safra recorde de soja

Em 2013, o Estado deve colher cerca de 15,27 milhões de toneladas de soja, de uma área plantada que chega a 4,63 milhões de hectares

 Portos paranaenses se preparam para atender demanda intensa em 2013

Com previsão de novo recorde na safra de grãos, os portos do Paraná se preparam para atender a demanda que, em 2013, deve ser intensa já a partir de janeiro. Com os terminais que atuam no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está adotando medidas para que a safra escoe com segurança e tranquilidade.                                                                                  

Entre as ações está a campanha de orientação dos caminhoneiros quanto às novas rotas para a descarga. 

– As novas rotas começaram a valer em dezembro, mas é preciso reforçar. Por isso, vamos distribuir os mapas nas praças de pedágio e lembrar, por meio de outdoors, que se todos fizerem sua parte não teremos problemas durante a safra. Sem filas garantimos o bom fluxo dos grãos e reduzimos a espera, tanto em terra quanto no mar – afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Segundo Dividino, sem folga entre a safra de 2012 e a próxima, as medidas administrativas são essenciais. 

– Ainda estamos escoando a super safra de milho e já pensando no recorde da próxima safra de soja. Sem intervalo, vamos mantendo o diálogo e nos alinhando com os operadores para que todo o processo funcione bem – afirma.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná deve colher cerca de 15,27 milhões de toneladas de soja nesta safra. A área plantada é de 4,63 milhões de hectares. A colheita se inicia entre o final de janeiro e o início de fevereiro, tendo o pico de safra nos meses de março e abril. Até agora, cerca de 35% dessa safra já foi comercializada. No mesmo período, em 2011, o percentual negociado antecipadamente era de 23%.

– O atual cenário é positivo para a soja. Os baixos estoques mundiais garantem preços firmes no médio prazo. O que deve garantir bom retorno financeiro aos produtores paranaenses – comenta o agrônomo da Seab, Marcelo Garrido Moreira.

Desempenho dos operadores em 2012
A Cotriguaçu é uma das empresas que mais exportou grãos pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá em 2012. O ano deve somar um movimento em torno de 2,7 milhões de toneladas de soja, farelo e milho. Para 2013, a expectativa é de continuar quebrando recordes. 

– Com maior área plantada, com uma boa evolução da semente e com a demanda internacional aquecida, principalmente devido à quebra na safra norte-americana em 2012, o Brasil está cotado a ser o grande exportador de grãos. Temos que nos preparar para isso – afirma o gerente Rodrigo Buffara Coelho.

Segundo ele, o começo de 2013 terá uma situação bastante atípica no escoamento de grãos no Porto de Paranaguá. 

– Temos bastante milho programado para janeiro e já temos soja, de Mato Grosso, para o final do mês. O porto e os terminais vão trabalhar direto, sem parar. Mas o importante é que estamos conseguindo manter o escoamento e a produtividade em bom ritmo – garante. 

Assim como a Cotriguaçu, a Interalli – outro importante operador de grãos do Porto de Paranaguá – espera um crescimento de até 20% no volume a ser movimentado, a partir de janeiro de 2013. A previsão é feita segundo os contratos já fechados. De acordo com o departamento comercial da empresa, a exportação da soja deve começar forte a partir dos primeiros dias de fevereiro. Assim deve seguir até junho, dando espaço ao volume de milho que também deve ser grande. A empresa deve fechar 2012 com uma movimentação em torno de 2,3 milhões de toneladas dos dois grãos.

Publicado no Rural BR

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Navegar é preciso - Uma incrível invenção!






Em 1937, o americano Malcom Mac Lean era motorista e dono de uma pequena transportadora. Ao observar o lento embarque de fardos de algodão teve a ideia de armazená-los e transportá-los em caixas. Após inúmeras experiências nos Estados Unidos, prejudicadas pela segunda Guerra Mundial (1939-1945), a história reporta que em 1966 aconteceu a primeira viagem internacional com 50 unidades, de Nova Iorque para Rotterdam, pelo navio “SS Fairland” da Sealand. Mac Lean era o dono da Sealand nessa época e havia convertido o “SS Failand” em navio full contâiner em 1957.

Em menos de 50 anos, criou-se uma revolução no modo de transporte de carga geral nos diversos tráfegos ao redor do planeta. Hoje são 17 milhões de unidades na frota mundial, ou 27 milhões de teus (unidade equivalente a um contêiner de 20’). A frota de unidades refrigeradas representou em 2009 por volta de 6% desse total, de acordo com o “World Container Census 2010” da Containerization International.

Enquanto o “SS Fairland” tinha tonelagem bruta de pouco menos de 9 mil toneladas e velocidade de 15,5 nós, hoje a frota mundial de navios full contâiner soma 4.954 navios, de acordo com o Alphaliner, com capacidade para transportar 16,05 milhões de teus que estão alocados em 400 serviços semanais ao redor do mundo. O maior navio em construção, “Triple E”, da Maersk Line, terá capacidade de 165 mil toneladas, 18.000 teus e 400 metros de comprimento com entrega para julho de 2013. Ao longo dos últimos anos, vê-se a construção de novos navios, centrada na capacidade de  10.000 a 18.000 teus, pelos ganhos de escala que trazem.

Viu-se ainda, a partir de 2007, devido ao alto custo do bunker (combustível) que apesar dos navios terem capacidade de navegar a 25 nós/hora, passou-se a fazer as viagens, nos tráfegos internacionais, com 7 ou até 14 dias a mais, justamente para economizar este importante e caro insumo. Até hoje a prática é essa e o aumento do leadtime foi incorporado pelo mercado.

Na costa brasileira já temos navios de 8.000 teus e mais de 330 metros de comprimento e previsão de chegada de embarcações acima de 9.000 teus ainda em 2013. Desde a privatização dos portos na segunda metade dos anos 90, as condições dos terminais portuários brasileiros vêm melhorando e o crescimento da corrente de comércio brasileira, investimentos privados e mais recentemente a dragagem dos portos pelo governo, vem possibilitando importantes avanços em ganhos de escala e produtividade nas operações.

Para se ter um parâmetro, a produtividade média no período pré-privatizações no Brasil, era em torno de 9 unidades/hora em Santos. Hoje as médias estão em cerca de 75 movimentos por hora com o uso de modernos equipamentos e sistemas de gestão operacional portuária.

A historia brasileira da carga conteinerizada está próxima de meio século no Brasil, no entanto a conteinerização de grandes volumes de carga frigorífica, e em específico as carnes de frango, se deram a partir de 1994. Mercados específicos, como a exportação de frango para o Japão, são ainda mais recentes e datam de meados de 2000.

O Brasil faz parte da evolução do transporte conteinerizado mundial, melhorou muito ao longo dos últimos 15 anos, no entanto, ainda é caro e tem os trâmites de importação e exportação extremamente morosos gerando custos de ordem diversa.

Portanto, as oportunidades para ganhos de eficiência e competitividade continuam sendo gigantescas.

Clara Rejane Scholles

Definida empresa que vai construir e explorar o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí





O Consórcio KL Viseu, formado pelas empresas Karlos Gabriel Lemos ME. e Construtora Viseu Ltda. foi habilitado pela Comissão Especial de Licitação para a construção e exploração do Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí, a Marina do Saco da Fazenda, na Baía Afonso Wippel. Pela proposta técnico-financeira apresentada na Sessão Publica de recebimento e abertura das propostas do processo licitatório de número 036/2012, o consórcio se compromete a fazer um investimento de R$ 38,5 milhões.

A licitação segue a modalidade de Concorrência Pública, do tipo “maior oferta”. A área disponível para o Complexo Náutico Ambiental é de 10,33 mil metros quadrados em terra e 120,9 mil metros quadrados de espelho d’água, além de mais 12,39 mil metros quadrados para aterro hidráulico.

A oferta apresentada supera em aproximadamente R$ 9,5 milhões o investimento inicial previsto, de R$ 26 milhões, e o projeto prevê um total de 854 vagas para embarcações, sendo 126 secas e 731 vagas molhadas. O prazo de concessão é de 25 anos, prorrogáveis por igual período. “Além das áreas para as embarcações, a marina vai contar com áreas de lazer, centro comercial e prédio administrativo”, acrescenta o presidente da comissão e diretor Administrativo e Financeiro do Porto de Itajaí, Alexandre Antonio dos Santos.

“Não pretendemos construir uma marina nos moldes tradicionais, mas sim um porto esportivo, no qual a comunidade possa ter acesso e usufruir de áreas comuns”, diz Karlos Gabriel Lemos, representante do Consórcio. Segundo o executivo, o objetivo é, além de uma área para as embarcações, é criar mais uma opção de lazer em Itajaí, levando, inclusive, eventos diversificados para dentro do complexo náutico.

Alíquotas de importação sobre brinquedos, pêssegos e alimentos lácteos são prorrogadas


A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou na data de ontem (19/12/12), até 31 de dezembro de 2014 o imposto de importação sobre três categorias de produtos. As alíquotas sobre brinquedos, pêssegos e alimentos lácteos deixariam de valer em 31 de dezembro deste ano. Segundo comunicado divulgado pela Camex, a prorrogação das taxas tem o objetivo de fortalecer a produção doméstica e incentivar a agricultura familiar.
Com a decisão, 14 tipos de brinquedo continuam com imposto de 35% para entrada no país. No caso dos pêssegos, a alíquota segue variando de 35% a 55%. A alíquota de 28% permanece válida para 11 produtos lácteos.
Por Mariana Branco Repórter da Agência Brasil

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Hyundai e Man Latin America são novas habilitadas no Inovar-Auto

Hyundai e Man Latin America são novas habilitadas no Inovar-Auto
A Hyundai Motor Brasil Montadora de Automóveis Ltda. e a fábrica de caminhões Man Latin America Indústria e Comércio de Veículos Ltda. são as novas habilitadas no regime automotivo do governo brasileiro, o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto). As portarias interministeriais MDIC/MCTI nº 293 e nº294 foram publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira.

As duas empresas foram habilitadas como produtoras. Com a publicação, Hyundai e Man Latin America ficam autorizadas a apurar crédito presumido do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 30 pontos percentuais na aquisição de insumos e ferramentais, retroativo a 1º de novembro de 2012. As habilitações valem de hoje até 31 de março de 2013, podendo ser estendidas por até 12 meses, desde que as empresas cumpram os requisitos previstos na lei e apresentem novos requerimentos de habilitação.
Habilitadas
Com as publicações de hoje, o Inovar-Auto conta com 16 habilitações de 15 empresas. Além de Hyundai e Man Latin America, também estão habilitadas: Scania Latin America Ltda., Ford Motor Company Brasil Ltda., Mercedes-Benz do Brasil Ltda., Fiat Automóveis S/A. Renault do Brasil S.A., General Motors do Brasil Ltda., MMC Automotores do Brasil Ltda., Peugeot Citröen do Brasil, Toyota do Brasil Ltda., Volkswagen do Brasil, Honda Automóveis do Brasil Ltda. e Nissan do Brasil Automóveis Ltda. Esta última também foi habilitada como investidor. Já a SNS Automóveis Ltda., distribuidora oficial das marcas JAC e Aston Martin, é a primeira importadora a ser habilitada no regime automotivo.

Para ter direito à habilitação, a empresa deve estar em dia com o pagamento de tributos federais, se comprometer a atingir níveis mínimos de eficiência energética em relação aos produtos comercializados no país (para veículos a gasolina, álcool ou flex) e a atender a critérios de produção definidos no decreto.

O Inovar-Auto foi foi lançado dia 4 de outubro como parte do Plano Brasil Maior, com validade entre 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2017. O objetivo do regime automotivo é apoiar o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a segurança, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética e a qualidade dos veículos e das autopeças.

O regime atende empresas que produzem no país, empresas que não produzem, mas comercializam no país, assim como as empresas que apresentem projeto de investimento.

Empresas já instaladas

A habilitação da empresa já instalada está condicionada ao cumprimento do requisito de atividades fabris mínimas, em pelo menos 80% dos veículos fabricados. Os requisitos eletivos para habilitação são os seguintes:
Para fabricantes de automóveis e comerciais leves – escolha de dois dos três requisitos:
• Dispêndio em pesquisas e desenvolvimento;
• Dispêndio em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.
• Adesão ao Programa de Etiquetagem Veicular (para veículos com motores do ciclo Otto - a gasolina, álcool ou flex).
Para fabricantes de caminhões – escolha de um dos dois requisitos a seguir:
• Dispêndio em pesquisas e desenvolvimento; ou
• Dispêndio em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.


Empresas que apenas comercializam
No caso de empresas que não produzam, mas apenas comercializam veículos no Brasil, a habilitação ao Inovar-Auto fica condicionada a compromisso da empresa de atender aos seguintes requisitos: importar veículos mais econômicos segundo os parâmetros do decreto; realizar, no país, dispêndios em pesquisa e desenvolvimento; realizar, no país, dispêndios em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores correspondentes.

No caso de comercializar veículos com motores a gasolina, álcool ou flex -, aderir ao Programa de Etiquetagem Veicular definido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e estabelecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e assumir compromisso de atingir níveis mínimos de eficiência energética. 

Novos projetos de investimento
São passíveis de habilitação as empresas que tenham projeto para instalação, no país, de fábrica ou, em relação a empresas já instaladas, de novas plantas ou projetos industriais para produção de novos modelos de veículos. Nos casos de projetos de investimento, a habilitação fica condicionada à aprovação do projeto pelo MDIC. 

Deverá ser efetuada habilitação específica para cada fábrica, planta ou projeto industrial que pretenda instalar. Após o período de habilitação como investidor e com a fabrica ou projeto industrial instalado, a empresa poderá ser habilitada como produtor.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC(61) 2027-7190 e 2027-7198
Juliana Ribeiro
juliana.ribeiro@mdic.gov.br

China reduz impostos aduaneiros de importação e exportação

Mais de 780 tipos de produtos importados terão impostos anualmente provisórios, cujas taxas são mais baixas do que as praticadas com as nações mais favorecidas.
 
 
A partir de primeiro de janeiro no ano que vem, a China deve reajustar parte dos impostos aduaneiros de importação exportação. Segundo informou hoje (17) o Ministério das Finanças do país, os objetos tributados passarão de 8194 para 8238.
 
Mais de 780 tipos de produtos importados terão impostos anualmente provisórios, cujas taxas são mais baixas do que as praticadas com as nações mais favorecidas. Os artigos para uso diário e médico, equipamentos para novas indústrias e materiais que favorecem à proteção do meio ambiente, estão entre os principais beneficiados.
 
Além disso, conforme acordos de comércio, a China deve cortar ainda mais as tarifas alfandegárias dos produtos dos países de ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), Chile, Paquistão, Peru, Costa Rica, Coreia do Sul, entre outros.
 
 
FONTE: CRI Online [Tradução: Isabel Shi / Revisão: Luiz Tasso Neto]

ES receberá R$ 13 bilhões em investimento até 2017 para portos

Valor faz parte de programa do governo federal para portos brasileiros.


'Esse é o maior investimento do Brasil em portos', diz Casagrande.




Obras no cais do Porto de Vitória (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)
Obras no cais do Porto de Vitória
(Foto: Leandro Nossa / G1 ES)
Cerca de 13,3 bilhões serão investidos pelo governo federal, até 2017, em portos no Espírito Santo. O anúncio foi feito pela Secretaria de Portos (SEP), juntamente com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (6), em Brasília. Os recursos fazem parte do “Programa de Investimento em Logística: Portos” e serão investidos para modernizar a infraestrutura do setor portuário brasileiro. Ao todo, R$ 54,2 bilhões foram destinados ao programa.

(Correção: o G1 errou ao informar que o investimento de R$ 13 bilhões do governo federal, que faz parte do “Programa de Investimento em Logística: Portos”, seria destinado ao porto de Vitória. Esse é o montante total para todos os portos do Estado. A reportagem foi corrigida na sexta-feira, 7, às 14h59.)

Entre os anos de 2014 e 2015, serão investidos R$ 6,5 bilhões, e entre 2016 e 2017, o governo investirá R$ 6,8 bilhões, de acordo com o programa. "Esse é o maior investimento do Brasil em portos. Isso é fundamental, estamos caminhando para transformar o estado em uma plataforma logística nacional", destacou o governador Renato Casagrande, de Brasília, em entrevista por telefone ao G1.



De acordo com o governador, este é um investimento privado e tudo está passando por um processo de licenciamento ambiental. "Foram anunciadas nove iniciativas de portos privados, em outras cidades do estado, mas isso será discutido no setor privado. O início das obras depende da empresa que vai realizá-las, pode ser até em 2013. O término está marcado para até 2017", disse Casagrande.

Águas Profundas
Nesta quinta-feira, o ministro da Secretaria de Portos (SEP), Leônidas Cristino, anunciou que serão feitas concessões de cinco portos públicos, entre eles o de Águas Profundas, no Espírito Santo. De acordo com o órgão, a construção desse porto irá custar, aproximadamente, R$ 2,9 bilhões. O governo do estado informou que o local onde ele será construído ainda não está definido.


Porto perdeu mercado
A estrutura atual do Porto de Vitória e dos acessos a ele não atendem à demanda de cargas e faz com que o Espírito Santo perca mercado para outros estados. Segundo o superintendente geral de projetos da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Eduardo Prata, a movimentação de cargas caiu 15% em 2012, comparada ao ano anterior. De janeiro a outubro do ano passado, a movimentação de cargas foi de 6,25 milhões de toneladas. No mesmo período deste ano, a movimentação foi de 5,3 milhões de toneladas.

"A gente tem que agradecer que o Brasil cresceu apenas 1,% do PIB. Se crescesse 4%, o Brasil teria parado. Nossa infraestrutura não cresce na mesma velocidade do PIB. Isso provoca gargalos. Se o Espírito Santo não tomar cuidado, vai perder tudo para outros estados. Já perdemos 30% da exportação de café e 30% da exportação de granito para o Rio de Janeiro. A movimentação de carros caiu 40%. O que está segurando é que a movimentação de fertilizantes, granéis líquidos e petróleo e gás cresceu muito", afirmaou Eduardo Prata, em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (5).

O Porto de Vitória se encontra em obras financiadas pelo próprio governo federal, com recursos do Programa de Aceleração ao Crescimento 2 (PAC 2). Tais obras somam R$ 428,4 milhões de investimentos e atrasaram devido a um questionamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspeitou de sobrepreço. "A ordem de serviços saiu em dezembro e as obras começaram em janeiro deste ano e terminam em março e em dezembro do ano que vem", explicou o superintendente geral de projetos da Codesa. Segundo a Companhia, antes, o maior navio que podia operar era de 20 mil toneladas. A partir de março do ano que vem, poderá operar até 70 mil toneladas.

A Codesa também contratou um projeto para a construção de berços nos Dolfins do Atalaia, em Vila Velha, na Grande Vitória. A Companhia ainda contratou sinalização náutica para o porto operar 24 horas. Os investimentos são de R$ 140 milhões e a previsão de conclusão é de 24 meses a partir de março do ano que vem, quando as obras devem iniciar.

Raio X
O complexo portuário do Espírito Santo movimenta R$ 160 milhões de tonelada por ano. Por dia, o Porto de Vitória possui uma média de chegada de 10 embarcações. As obras atuais podem aumentar em 40% a carga que chega ao porto. Com uma receita mensal de R$ 8 milhões, a Codesa acredita que as obras atuais deem conta da demanda por mais, pelo menos, dez anos até a construção de um novo porto, que já está em estudo, que vai permitir que o estado não fique fora do mercado internacional. 

Contraponto ao fim do Fundap
Com o fim do Fundo de Desenvolvimento às Atividades Portuárias (Fundap), a arrecadação em impostos com o Porto deve diminuir, mas para a Codesa as obras que devem aumentar a capacidade do Porto compensa as perdas. “A nova dragagem, e as obras do cais preenchem a lacuna do fim do Fundap”, afirmou o superintendente do Porto, Eduardo Prata.

Juliana Borges, Publicado no G1