quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Soja: Altos preços no mercado interno da China devem manter importações



Segundo analistas da consultoria, esse recuo se dará por conta da limitada oferta mundial atual depois de adversidades climáticas terem reduzido drasticamente as safras 2012/13 dos EUA e 2011/12 da América do Sul. A previsão é de que essa diminuição seja de, aproximadamente, entre 4 e 5 milhões de toneladas.

Nos primeiros seis meses deste ano, a nação asiática foi responsável por 61% das importações da oleaginosa. Porém, por conta dessa possível diminuição, o governo chinês terá que aumentar as vendas de soja de suas reservas estatais como forma de compensar esse declínio da aquisição de produto estrangeiro.

Por outro lado, como projetou a Oil World, esse movimento deve provocar uma significativa redução dos estoques do país, forçando compras externas bem maiores na segunda metada do ciclo 2012/13.

No entanto, apesar dessas projeções, o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, afirma que estão corretas "na teoria". Afinal, os preços da soja no mercado interno chinês estão bastante altos e, enquanto esse cenário se mantiver, "o governo se vê obrigado a continuar comprando soja para estabilizar os preços", completa.

O analista explica ainda que os preços recordes que vêm sendo registrados no mercado internacional têm, de fato, o papel de racionar a demanda por soja. Porém, ainda não se saber qual o patamar de preço que seria capaz de cumprir essa missão. "Precisamos saber qual preço é alto o suficiente para racionar esta demanda com a situação de soja no mercado doméstico chinês", diz Dejneka.

Além disso, a margem de esmagamento na China está positiva e isso faz com que os compradores continuem ativos e buscando pela oleaginosa mesmo nos atuais patamares de preços.

“A dúvida é saber qual preço irá causar a margem negativa e até quando teremos uma inflação nos preços da oleaginosa no mercado interno, pois enquanto isso acontecer a China irá continuar comprando para tentar colocar mais soja no mercado e acalmar esses preços”, ratifica Dejneka.

(Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Especialista defende inovação para aumentar competitividade das exportações

Especialista defende inovação para aumentar competitividade das exportaçõesO especialista italiano em comércio exterior, Minervini Nicola, considerado uma referência mundial sobre o tema, destacou que o Brasil vive um momento melhor do que a média global, apesar das turbulências na economia internacional. 

“O crescimento do país durante a crise dá boa perspectiva de futuro”, disse ressaltando a necessidade de promover melhorias na infraestrutura nacional. “O planejamento, a logística e a gestão de mercado precisam ser mais eficientes”, avaliou Nicola, em palestra realizada no auditório da sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), nesta segunda-feira (10/9).  

Sobre a concorrência externa, Nicola analisou que a vocação brasileira é competir com qualidade e não apenas por preço. Sendo assim, a solução competitiva para o Brasil seria agregar valor aos produtos destinados à exportação. “O foco deve ser em fatores como inovação, design, tecnologia, sustentabilidade e inteligência comercial”, considerou.

Para Nicola, os produtos para exportação precisam ser selecionados adequadamente, visando à conquista de novos mercados e a consolidação nos já existentes. “É preciso exportar não o que sobra, mas aquilo que os mercados necessitam e dentro do que exigem”, defendeu o especialista. 

A importância de entrar em contato com produtos concorrentes também foi enfatizada. “Conhecer exposições e feiras de excelência é essencial para inovar e avançar. É ainda a melhor maneira para divulgar o seu produto, conhecer a concorrência, ganhar know-how e fazer contatos, até para desenvolver treinamentos e ganhar qualificação”, disse.

A palestra, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em conjunto com a Apex-Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), procurou abordar os novos meios para que as empresas brasileiras ganhem competitividade no mercado internacional.

Autor do livro ‘O Exportador’, lançado em 1991 e atualmente na sexta edição, Minervini Nicola é engenheiro com cursos de pós-graduação em Economia e Comércio. Desde 1985, ele se dedica à consultoria e treinamento em exportação e marketing, sendo considerado um dos maiores especialistas mundiais na área, tendo adaptado o modelo de negócios italiano para a realidade do Brasil e da América Latina.

Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
ascom@mdic.gov.br
 

Secex lança sistema de informações sobre acordos comerciais


Secex lança sistema de informações sobre acordos comerciais A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançou hoje, no auditório do edifício sede, o sistema de Consulta aos Acordos de Preferência Tarifária (Capta). 

O objetivo do novo sistema é dar conhecimento sobre as preferências tarifárias que o Brasil recebe ou concede nos acordos comerciais. As preferências tarifárias indicam a redução percentual no imposto de importação em relação à tarifa aplicada.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres, disse que “o Capta se soma às ferramentas de informação de comércio exterior do Ministério, oferecidas com qualidade e transparência, já conhecidas e bastante utilizadas pelos operadores, como o AliceWeb, o Radar Comercial e o Vitrine do Exportador”. 

Para Tatiana, “o sistema dará conhecimento sobre vantagens comerciais de forma simples”, considerou. Antes do Capta, a única fonte de informação disponível sobre as preferências tarifárias eram os textos dos próprios acordos, que não apresentam, de forma direta, esses dados.  

O diretor do Departamento de Negociações Internacionais (Deint) da Secex, Daniel Godinho, informou que o Capta continuará sendo desenvolvido e, em uma segunda etapa, o sistema irá disponibilizar as alíquotas aplicadas aos produtos brasileiros, conforme previsto nos acordos comerciais, e não apenas as preferências. 

O banco de dados trará ainda informações sobre as alíquotas aplicadas aos produtos dos principais concorrentes do Brasil. “Desta forma, neste segundo momento, o exportador brasileiro contará com todas as informações necessárias para explorar as melhores alternativas comerciais para o seu produto”, explicou Godinho.

O acesso ao Capta é gratuito e pode ser feito de forma intuitiva, com o ‘modelo de três cliques’ para obtenção da informação. Ele já foi elaborado com versões compatíveis para smartphones e tablets. O sistema foi feito em parceria com o governo britânico, por meio da Embaixada do Reino Unido no Brasil.



Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br
 

Thyssen apresenta proposta para pontes

Aeroporto Internacional Pinto Martins, Fortaleza - CE

Os envelopes foram abertos ontem pela Infraero, que tem até o dia 4 de setembro para avaliar

A ThyssenKrupp Elevadores foi a única empresa a enviar proposta para fornecimento e instalação de mais nove pontes de embarque e desembarque de passageiros para o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A abertura dos envelopes foi feita, ontem, na sede da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), em Brasília. O valor apresentado foi de R$ 14,56 milhões. A Infraero tem até a próxima terça-feira (4) para avaliar a oferta, quando acontece, então, sessão pública para divulgação do resultado.

Licitação de novas pontes do terminal de Fortaleza teve a abertura dos envelopes ontem e oferta será avaliada pela Infraero até a próxima 3ª

A licitação, cujo edital foi publicado no Diário Oficial da União do último dia 23 de julho obedece ao Regime Diferenciado de Contratação, criado especialmente para as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas a serem realizadas no País, respectivamente em 2014 e 2016.

O edital prevê duas fases. Na primeira, serão instaladas seis pontes, com conclusão até dezembro de 2013. A segunda etapa contemplará as três unidades restantes, que devem entrar em operações até abril de 2015. Do total, seis serão do tipo pedestal (fixas) e três telescópicas (móveis). Atualmente o aeroporto possui sete pontes de embarque e desembarque.

Obras de ampliação


Enquanto isso, seguem as obras de reforma e ampliação do terminal aeroportuário, em curso desde o início de junho, com várias frentes de serviço. Nesses dois primeiros meses de trabalho já foram iniciados os serviços preliminares de topografia, supressão vegetal, demolições e terraplanagem. Serão investidos cerca de R$ 336,6 milhões.

Programação

Até o fim de 2012, a programação prevê a conclusão dos desvios de acesso ao aeroporto e a construção do canteiro de obras. Além disso, serão iniciadas ainda este ano intervenções no lado leste do terminal de passageiros e a construção do novo pátio remoto de aeronaves.
Foi lançado ontem programa "Projeto Eficiência Operacional em Aeroportos", que é focado na qualidade e agilidade do atendimento
Segundo o planejamento da Infraero, o projeto será concluído em duas etapas. A primeira fase será concluída em dezembro de 2013, elevando a capacidade do aeroporto para cerca de nove milhões de passageiros ao ano. A segunda etapa, com previsão de conclusão em fevereiro de 2017, deverá ampliar a capacidade operacional para 14,2 milhões de passageiros anuais.

Até o final da obra, serão licitados outros lotes, contemplando equipamentos como escadas rolantes, esteiras de bagagens, elevadores e mobiliário.

Eficiência aeroportuária


Ao mesmo tempo em que caminham as melhorias físicas no Pinto Martins, a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero lançaram ontem a tarde o Projeto Eficiência Operacional em Aeroportos. "O aeroporto de Fortaleza é a primeiro do Nordeste a receber a iniciativa. O projeto, que começa com um diagnóstico, tem o objetivo de agregar ganho de produtividade no atendimento, desde o check-in, passando pela inspeção do passageiro e tratamento da bagagem, por exemplo", destaca o superintendente regional da Infraero no Nordeste, Fernando Nicácio.

Segundo ele, o projeto foi implantado nos Aeroportos Internacional Tancredo Neves (Confins) e Antonio Carlos Jobim (Galeão), e já registra ganhos tais como 25% menos tempo de espera no check-in, 50% na inspeção e segurança de passageiros e 30% no tempo da restituição da bagagem.

Valor do serviço

14,5 bilhões foi o valor da proposta apresentada pela ThyssenKroupp Elevadores para o fornecimento e instalação das nove pontes de embarque e desembarque.

 (Fonte) Artigo Publicado em NewsComex

Porto para: prejuízo de até R$ 1 mi



Trabalhadores exigem maior atenção quanto à segurança e reajuste de 30% no adicional de insalubridade

Oito categorias de trabalhadores que atuam no Porto do Pecém paralisaram ontem as atividades como forma de reivindicar um reajuste do adicional de insalubridade e maior atenção por parte da Cearáportos quanto à prevenção de acidentes. Os sindicatos envolvidos no protesto calculam que a interrupção dos serviços tenha causado aos empresários um prejuízo estimado entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. A Cearáportos, porém, não confirmou o valor, afirmando que não tinha como mensurar, ontem, o montante.

Cerca de 100 caminhões ficaram parados no terminal portuário
Durante a manifestação, conforme os trabalhadores, cerca de 100 caminhões ficaram parados no terminal portuário, sem que o material pudessem ser embarcado. Dessa forma, muitas cargas perderam o prazo das entregas.

"Pelo que a gente observou no fim da tarde de ontem, acredito que havia uma média de 100 caminhões parados", relata o coordenador do Fórum Unificado dos Trabalhadores do Complexo Industrial do Porto do Pecém (FUTCIPP), Hernesto Luz. As principais cargas transportadas, afirma, são as frutas - no caso das exportações - e os materiais siderúrgicos - com relação às importações.

No caso do transporte das frutas e de outros alimentos, há a possibilidade de estragos, uma vez que alguns dos contêineres transportam produtos que precisam de refrigeração. Além dos prejuízos com a carga e os cargueiros no Pecém, há os impactos que desembocam em todo o sistema portuário nacional.



Exigências


Os trabalhadores exigem maior atenção quanto à segurança, com a instalação de uma brigada do Corpo de Bombeiros, com ambulância 24 horas. De acordo com Hernesto Luz, os sindicatos que compõem o fórum têm dialogado com frequência com representantes da Cearáportos. Entre os trabalhadores, estão metalúrgicos, caminhoneiros, vigilantes, processadores de dados, e empregados em empresas de asseio e conservação.

A insatisfação dos sindicatos, afirma, à não solução de problemas apontados, desde 2011, pelos trabalhadores, como a ocorrência de acidentes e a precariedade de equipamentos de proteção individual (EPIs). A Cearáportos informou que já está em licitação a construção do prédio e a compra de um veículo de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para ser utilizado com esta finalidade. A empresa também destacou que possui engenheiro de segurança e desconhece que faltem os EPIs.

Os manifestantes também exigem um acréscimo de 30% de adicional de insalubridade nos salários pela periculosidade da atividade portuária. Sobre essa questão, a Cearáportos informou que aguarda decisão da Justiça, que deve determinar o pagamento ou não do adicional.

(Fonte) Artigo Publicado por NewsComex

Nem alto nem baixo, o dólar ideal para exportação é estável



Nem alto nem baixo. Para os exportadores, o dólar ideal é o estável. Muito antes de cotações que seriam consideradas "dos sonhos", quem vende para outros países aposta em um câmbio tranquilo, sem grandes variações durante o período entre o pedido e a entrega.

É o que acontece no setor alimentício. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Bebidas e Alimentos (ABBA), Adilson Carvalhal Junior, explica que, para quem exporta alimentos e bebidas, a estabilidade do dólar é pré-requisito para transações seguras. "É difícil trabalhar pensando em uma cotação ideal, porque dependemos de vários fatores. Ter problemas na safra, por exemplo, influencia diretamente no preço", explica.

Carvalhal diz que os exportadores do setor calculam que o moeda ideal giraria entre R$ 2,10 e R$ 2,20. "Sabemos que abaixo de R$ 1,90 é complicado ter competitividade. Ele também não pode subir muito, porque aí temos aumento de gasolina e outros insumos atrelados ao dólar", diz. Hipóteses à parte, o presidente da ABBA torce por um dólar estável. "A estabilidade é o principal fator, pois é a partir disso que se faz contas a longo prazo. Com um dólar que oscila entre 15% e 20% em dois meses, fica impossível calcular custos. Uma moeda que não oscila certamente garante uma situação confortável para todos", destaca.

No setor calçadista, estabilidade também é sinônimo de segurança. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a reação apresentada pelo dólar nos últimos meses ainda não repercutiu nos negócios do setor. Até o final do ano, o faturamento deve continuar em queda, principalmente pelo fato de que muitos dos pedidos fechados contavam com a cotação do início do ano, quando a moeda americana permanecia por volta de R$ 1,70. "O setor estima que o ideal seria um câmbio de R$ 2,20. Este valor contribuiria para a recuperação das perdas que os exportadores registram há mais de três anos. A principal razão da queda, ao longo dos anos, foi a defasagem cambial", diz o diretor-executivo da instituição, Heitor Klein. Segundo o empresário, em 2012, a redução continua - o setor registrou queda de 19% no faturamento e de 4,9% no volume das exportações.

"Não há câmbio que agrade a todos", diz especialista
Para os empresários da associação, mais do que uma cotação favorável, é preciso ter um ambiente monetário tranquilo, sem grandes oscilações. Haveria, de acordo com a Abicalçados, dois grandes problemas relacionados às variações bruscas da moeda americana. O primeiro deles é mais conhecido. Quando o dólar cai, os exportadores têm prejuízo, já que calcularam seus custos de produção com base em uma cotação mais alta do que aquela que vão receber posteriormente. O segundo remete às ações dos importadores ao efeito contrário - o dólar após uma desvalorização significativa: quando isso acontece, quem compra costuma pedir para que o preço do produto baixe, pois, com menos dólares, o vendedor já conseguiria ter lucro.

Há quem seja mais cauteloso na hora de apostar em valores ideais. Para o professor do Programa de Pós-graduação em Economia da Unisinos Igor Morais, o que o produtor deve levar em conta é a competitividade em relação ao produto vindo do exterior. "Não existe valor ideal. Quando se mede setorialmente o câmbio, ele reflete diferenciais de custo interno e externo, além das estruturas de mercado", afirma. Morais explica que esses valores variam de acordo com cada setor. "É preciso calcular custos logísticos, trabalhistas e financeiros, por exemplo. A partir disso, surgem as cotações mais favoráveis para cada área. Não existe um câmbio que agrade a todos", diz. O especialista, no entanto, concorda com os produtores em relação à estabilidade. "É um fator de segurança para todas as áreas", acrescenta.


 (Fonte) Artigo Publicado em NewsComex

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vídeo: porto de Dubai




Neste vídeo temos uma noção do tamanho do porto, dos berços e da área destinada à armazenagem dos containers. Como vimos no artigo sobre os portos mais movimentados do mundo, o porto de Dubai estava na nona posição em 2005. Construído na década de 70, de acordo com a narração deste vídeo ele era (em 2008) o 7o maior porto do mundo em movimentação de containers, algo em torno de 10 milhões de TEUs.
O porto tornou-se um ponto de trânsito para os produtos que circulam entre Europa, Ásia, África e evidentemente o Oriente Médio.



Escrito Por :