terça-feira, 30 de outubro de 2012

Indústria processa Anvisa por importação lenta

A Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares) abriu um processo contra a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pela demora na aprovação de novos equipamentos médicos importados no mercado brasileiro.
A associação, que representa 128 empresas, responsáveis por cerca de 60% do setor, alega que o problema foi uma mudança na legislação, em maio de 2010.
Ela determina que todos os produtos que entrassem no país deveriam antes ter suas fábricas no exterior vistoriadas, o que estaria represando a chegada dos produtos.

DEMORA
Segundo a Abimed, pedidos feitos em junho de 2010 estão começando somente agora a receber respostas da Anvisa, com inspeções marcadas nas fábricas.
"As empresas concordam com a inspeção internacional e estão preparadas para as vistorias. Mas a falta de recursos técnicos e humanos da agência gerou um imobilismo que impede o acesso de pacientes a tratamentos mais modernos e cria uma barreira a novos investimentos", declarou em comunicado oficial Carlos Goulart, diretor-executivo da Abimed.
A Anvisa realiza, desde 2010, cerca de 200 inspeções internacionais anualmente. Há aproximadamente mil processos de certificação de produtos para a saúde aguardando inspeção da agência.
"Estamos propondo uma alternativa à Anvisa. Empresas que já tenham recebido certificados internacionais de boas práticas em suas fábricas poderiam ter a entrada de seus produtos autorizada, até que a Anvisa possa inspecionar a fábrica no exterior, ratificando ou negando a autorização prévia", disse Goulart à Folha.

OUTRO LADO
A Anvisa disse, por meio de sua assessoria, que a demora das inspeções "é um problema global, que afeta todos os países", mas admitiu o acúmulo de processos, "pois a demanda pelo serviço de inspeção, neste momento, é maior do que nossa capacidade de atendimento".
Para o órgão, além disso, é uma afirmação desmedida falar em "imobilismo".
"Não podemos abrir mão desse procedimento quando os demais países também fazem inspeções no Brasil. É dever da Anvisa manter a isonomia no tratamento. Do ponto de vista sanitário, é muito arriscado permitir a entrada de produtos para a saúde sem inspeção internacional", diz a agência reguladora.
A Anvisa afirma que participa da preparação de um sistema único de certificação que seria reconhecida por agência reguladoras no mundo todo.

Fonte: Folha de S. Paulo
Publicado no CRPA

Nissan busca nova rota de importação

Até agosto, nenhuma das grandes montadoras instaladas no Brasil conseguia crescer mais do que a japonesa Nissan. No embalo da bem-sucedida investida no mercado de carros populares, com o compacto March, as vendas mais do que dobravam, levando a marca a morder mais de 3% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves.

O desempenho ia bem até a Nissan esbarrar na cota de importações do México, de onde traz mais de 70% dos carros que vende no país. A partir daí, seus modelos mais vendidos - o March e o Versa - sumiram das lojas e os emplacamentos, que vinham numa média de 10 mil carros por mês, caíram para abaixo de 5 mil unidades em setembro e, conforme estimativas da própria montadora, também em outubro.

Segundo a direção da empresa, a Nissan está entrando em uma fase de transição no Brasil, com taxas de crescimento mais conservadoras e desaceleração na abertura de concessionárias. Ao mesmo tempo, desenvolve rotas de importação alternativas às restrições do comércio com o México e corre para inaugurar o quanto antes a fábrica que está erguendo em Resende (RJ) - como pressiona o presidente mundial do grupo, o executivo brasileiro Carlos Ghosn.

"A pressão pela fábrica é forte porque precisamos produzir aqui para voltar a crescer mais rapidamente", diz o presidente da Nissan no Brasil, Christian Meunier, que tem a meta de colocar a montadora de origem nipônica como a maior marca asiática no Brasil, superando a Honda e as investidas das concorrentes Hyundai e Toyota no mercado de compactos.

A Nissan foi a primeira montadora a entrar no novo regime automotivo, o que permite à ela importar carros sem recolher os 30 pontos adicionais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), incluindo um grande volume de automóveis que ficou parado no porto à espera da habilitação. Meunier diz que a montadora deverá entregar, nas próximas semanas, os carros de consumidores que formaram uma lista de espera de mais de três meses por modelos como o March e o Versa. "Imagine ter de pagar 30% a mais de IPI e 35% de imposto de importação. Não dava para continuar o negócio desse jeito", afirma o executivo.

Habilitada ao novo regime, a Nissan poderá, durante a construção de sua linha de montagem em Resende, importar até 40 mil carros por ano sem pagar o IPI extra. Na importação de outros 40 mil automóveis, será gerado crédito tributário para o abatimento do imposto após o início da produção.
Por outro lado, o volume de carros que a Nissan consegue trazer do México sem a incidência do imposto de importação ficou limitado a US$ 329 milhões após a revisão, no início do ano, do acordo automotivo com o governo mexicano.

A empresa passou, então, a considerar a importação de veículos produzidos pelo grupo automotivo em outras regiões, a começar pelos Estados Unidos, de onde vai trazer ao Brasil o sedã Altima - um dos modelos expostos no Salão do Automóvel de São Paulo - a partir do ano que vem. A ideia, diz Meunier, é chegar a um equilíbrio entre carros dentro e fora da cota, de forma a preservar tanto a competitividade como a rentabilidade da companhia. A estratégia também abre o caminho para a introdução de novos modelos no país.

Em Resende, a Nissan está investindo R$ 2,6 bilhões numa fábrica cuja capacidade de produção alcançará 200 mil carros. A meta é iniciar a operação no primeiro semestre de 2014, um prazo que Meunier considera ser apertado.
Segundo o executivo, a fábrica vai se dedicar inicialmente à produção de compactos - o March já está confirmado. No momento, a Nissan também avalia a viabilidade da produção de um crossover (utilitário esportivo) na plataforma.
Enquanto a linha de produção é construída, Meunier diz que a marca vai diminuir a velocidade de crescimento dos últimos dois anos, período no qual a rede de concessionárias da Nissan evoluiu de 90 para perto de 160 lojas. "Vamos nos concentrar na qualidade da rede e na consolidação dos novos processos internos", diz o executivo.

Esses trabalhos se somam à mudança, em janeiro, da sede brasileira da Nissan, que passará de São José dos Pinhais (PR), onde compartilha uma fábrica com a Renault, para a cidade do Rio de Janeiro. Paralelamente, a montadora avalia a produção de motores no Brasil e desenvolve o parque de fornecedores em Resende, atraindo alguns dos fabricantes de peças que já atendem à Nissan no exterior. "É uma boa oportunidade de trazer tecnologias que ainda não existem no Brasil", diz o presidente da filial brasileira do grupo.

O objetivo é alcançar um índice de nacionalização superior a 70% nos automóveis que serão fabricados em Resende.

Fonte: Valor Econômico

Publicado em Porto Gente

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Honda lucra R$ 208 milhões entre julho e setembro No total, a empresa vendeu, entre julho e setembro, 996 mil automóveis no mundo todo

Logotipo da Honda exibido em um showroom em Tóquio

Logotipo da Honda exibido em um showroom em Tóquio
Tóquio - A Honda Motor lucrou 82,2 bilhões de ienes (R$ 208,7 milhões) entre julho e setembro deste ano, 36,1% a mais que no mesmo período de 2011, quando sua produção e suas vendas ainda sofriam o impacto do tsunami que assolou o nordeste japonês.

Apesar dos resultados trimestrais, o grupo revisou para baixo sua previsão de lucro para este ano fiscal, que termina em março de 2013, e a situou em 375 bilhões de ienes, 20% a menos do que estimou em abril.

Segundo a empresa, por trás dessa revisão para baixo está uma possível queda das vendas pelas mudanças no cenário de negócios, além do impacto da força do iene, que reduz seu lucro no exterior na hora de repatriá-lo.

Só em setembro, o grupo sofreu um forte revés na China, onde suas vendas caíram 40,5%, devido ao conflito suscitado entre Pequim e Tóquio por uma disputa territorial, que levou a uma onda de protestos antinipônicos em várias cidades chinesas.

Após a divulgação dessa revisão, publicada de forma aparentemente acidental horas antes do fechamento de Bolsa, as ações do grupo caíam cerca de 5% no mercado de Tóquio.

O lucro operacional da Honda entre julho e setembro, segundo trimestre do ano fiscal no Japão, foi de 100,8 bilhões de ienes (R$ 2,566 bilhões), 92,1% a mais que o mesmo trimestre do ano passado, enquanto sua receita por vendas alcançaram os 2,27 trilhões de ienes (cerca de R$ 57,794 bilhões), 20,4% mais.

No total, a Honda Motor vendeu, entre julho e setembro, 996 mil automóveis no mundo todo, 46,9% a mais que o mesmo período do ano passado, segundo dados publicados nesta segunda-feira.
As vendas de motos também aumentaram 1,8% em relação ao ano anterior e se situaram em 3,87 milhões, graças ao aumento da comercialização na Ásia.

Entre abril e setembro, primeira metade do ano fiscal no Japão, o grupo Honda teve um lucro líquido de 213,9 bilhões de ienes (mais de R$ 5,445 bilhões), 132% a mais que no mesmo semestre de 2011, quando o Japão se encontrava em plena crise pelo tsunami e o acidente nuclear posterior.

Seu lucro operacional nesses seis meses foi de 276,8 bilhões de ienes (R$ 7,047 bilhões), 276,8% a mais, enquanto sua receita de vendas alcançou os 4,7 trilhões de ienes (R$ 119,662 milhões), 30,7% a mais.

Toru Hanai/Reuters 
Publicado na Revista Exame

Confiança da indústria cresce em outubro e atinge maior nível desde junho de 2011

indústria industria fábrica fabrica produção

  SÃO PAULO - O Índice de Confiança da Indústria medido pela FGV passou de 105 pontos em setembro para 106 neste mês...














foto: Agência Ansa
  Entre setembro e outubro, o número de empresas com estoque excessivo recuou de 6,1% para 5,6%.

SÃO PAULO – O Índice de Confiança  da Indústria medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) cresceu 1% em outubro, passando de 105 pontos em setembro para 106 neste mês. Esse é o maior nível desde junho de 2011, quando o índice chegou a 107,1 pontos.

Já o Índice da Situação Atual avançou 1,7% no mês outubro, alcançando 106,8 pontos. O patamar também é o mais elevado desde julho de 2011. Contribuiu para esse crescimento, o indicador de nível de estoques. Entre setembro e outubro, o número de empresas com estoque excessivo recuou de 6,1% para 5,6% e a quantidade de empresas com estoque insuficiente cresceu de 2,1% para 4,1%.

Outro índice da FGV, o de expectativas, apresentou crescimento de 0,3% em outubro, registrando 105,2 pontos. Essa elevação foi influenciada pelo indicador de expectativas sobre a contratação de mão de obra, com uma alta de 1,7% em relação a setembro. A proporção de empresas que esperam aumentar o número relativo ao pessoal ocupado passou de 20,3% para 24,5%. Já a parcela das que esperam reduzir a contratação aumentou de 10,4% para 12,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 84,1% para 84,2% entre setembro e outubro. Trata-se do maior patamar desde junho de 2011.

Publicado no DCI

Premiê japonês alerta que sem financiamento Estado vai parar


O primeiro-ministro japonês Yoshihiko Noda
O primeiro-ministro japonês Yoshihiko Noda defende a aprovação rápida da lei para emissão de bônus

 Noda alertou que sem um acordo sobre uma lei que permita ao governo emitir novos bônus para cobrir seus gastos, parte da atividade oficial ficará em ponto morto
 
Tóquio - O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, advertiu nesta segunda-feira que o Estado pode parar de funcionar rapidamente sem financiamento, em consequência de um bloqueio político que impede a aprovação de uma lei que autoriza o governo a emitir títulos.

"Se a situação continuar, os serviços administrativos vão parar, o que pesará na vida cotidiana das pessoas e travará a recuperação econômica", afirmou Noda na Câmara dos Deputados.
Durante um discurso no início da sessão extraordinária do Parlamento, Noda alertou que sem um acordo geral sobre uma lei que permita ao governo emitir novos bônus para cobrir seus gastos, parte da atividade oficial ficará em ponto morto.

"Nenhum governo será capaz de financiar seu funcionamento sem uma lei sobre bônus públicos especiais", afirmou.

"Retornaremos ao ponto de um confronto inútil de bancadas, que prioriza a luta pelo poder político, ou tomaremos as medidas necessárias e teremos um debate centrado nas políticas?", questionou o primeiro-ministro.

Noda destacou ainda que é necessário "acabar com o mau hábito de tomar como refém a lei anual sobre títulos e usá-la como ferramenta política".

Publicado na Revista Exame

Bolsas da Ásia fecham em queda; Xangai cai 0,4%





A maioria das bolsas asiáticas voltou a ficar no campo negativo nesta segunda-feira (29). Parte dos investidores andou de lado, à espera de dados econômicos dos EUA. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. O Hang Seng caiu 0,16% e encerrou aos 21.511,05 pontos. Na China, as bolsas seguiram o mesmo embalo pelo segundo pregão seguido. O Xangai Composto caiu 0,4% e terminou aos 2.058,94 pontos. O Shenzhen Composto ficou estável, aos 839,45 pontos. Os fabricantes têxteis e os estaleiros sofreram com a valorização do yuan.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia em baixa, com HTC liderando as perdas entre as blue chips. O índice Taiwan Weighted caiu 0,59%, aos 7.091,67 pontos. As ações da HTC retrocederam 7%, no seu limite diário de baixa, após a empresa revelar perspectivas fracas para o quarto trimestre. Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou estável, com o índice Kospi aos 1.891,52 pontos. O mercado aguarda nesta semana dados sobre o emprego nos EUA e o PMI da China.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou praticamente estável, em meio à incerteza sobre a economia global e as perspectivas de baixa liquidez decorrente do fechamento dos mercados financeiros nos EUA com a passagem do furacão Sandy. O índice S&P/ASX 200 ganhou 0,10%, aos 4.476,86 pontos. A Bolsa de Manila, nas Filipinas, teve ligeira queda. O índice PSEi caiu 0,14% e fechou aos 5.397,42 pontos.




Agência Estado
 Publicado no Jornal do Comercio

Rondonópolis (MT): exportações crescem e atingem US$ 1 bilhão no ano

  Os negócios gerados, entre janeiro a setembro, com as vendas de produções de Rondonópolis para o mercado internacional atingiram pouco mais de US$ 1 bilhão, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Crescimento de 32,97% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Somente em setembro, foram US$ 124,4 milhões, queda de 21,85% no comparativo.

Os bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja aparecem em primeiro na relação dos principais produtos exportados, com US$ 473,8 milhões em negócios. A lista tem pelo menos 23 itens e entre os destaques estão ainda as vendas de algodão simplesmente debulhado, com US$ 216 milhões e da soja mesmo triturada e exceto para semeadura, com US$ 170,2 milhões. Há ainda óleo de soja bruto, com US$ 87,1 milhões e, milho em grão, exceto para semeadura, com US$ 45 milhões e outros.

A China é o principal destino dos produtos, com US$ 224 milhões. Em seguida estão Holanda, com US$ 188,6 milhões; Tailândia, com US$ 112,3 milhões; Indonésia, com US$ 82,5 milhões e Coréia do Sul, com US$ 62,3 milhões. O levantamento do ministério aponta que as produções de Rondonópolis seguem para aproximadamente 30 localidades diferentes.
Importações

De janeiro a setembro as empresas e indústrias instaladas em Rondonópolis gastaram US$ 606,7 milhões com aquisições de produtos internacionais, queda de 13,87% em relação ao mesmo período do ano. Somente em setembro, foram US$ 72,5 milhões (+ 29,58% ante setembro de 2011). Insumos industriais foram as principais aquisições.

Fonte: Só Notícias/Karoline Kuhn