terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mercosul deve promover avanços econômicos com conquistas sociais, diz Patriota


O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ressaltou hoje (23), em Salvador, que o Mercosul tem dimensões que vão além do comércio, da economia e da integração regional. Patriota disse que o empenho do grupo é trabalhar para o crescimento econômico associado à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável. O chanceler lembrou que o bloco tem respondido de forma dinâmica em um momento em que o mundo vive ainda sob os impactos da crise econômica internacional.

“O Mercosul é um agrupamento que está liderando um grande dinamismo e capacidade de responder à crise [econômica internacional]. E o mercado que nós constituímos é fundamental para o nosso comércio e economia. O ingresso da Venezuela fortalece o grupo”, disse Patriota. “O Mercosul tem um valor inestimável neste momento em que o mundo passa por mudanças”, completou.
O ministrou destacou ainda a importância do crescimento econômico sustentável do continente para o seu futuro no cenário mundial. “A nossa expectativa é que a América do Sul cresça com justiça social, democracia, sem conflitos, uma zona de paz, sem armas de destruição em massa, e tenha condições de se afirmar cada vez mais no cenário internacional”.
Patriota anunciou que, em dezembro, quando o Brasil transmite a presidência temporária do bloco para o Uruguai, haverá uma cúpula empresarial, a primeira do Mercosul. O chanceler reiterou que o ingresso da Venezuela no bloco, em julho, abre espaços para a entrada de outros países da região.
Com o ingresso da Venezuela, o bloco passou a ter o equivalente a 70% da população da América do Sul, 83,2% do produto interno bruto (PIB) sul-americano e 72% de área territorial do continente. O ministro citou que os governos do Equador, da Bolívia e do Suriname indicaram interesse em fazer parte do Mercosul.
Segundo o ministro, é necessário “encarar de frente” a necessidade de promover meios para a integração tecnológica criando mais condições para que os produtos do Mercosul sejam competitivos. Pelos dados do governo, o bloco, criado em 1991, promoveu o aumento do intercâmbio comercial da região.
Em 1990, o comércio entre os membros do bloco era da ordem de US$ 4,1 bilhões. Em 2011, o fluxo cambial atingiu US$ 104,9 bilhões. Com a participação da Venezuela no bloco, serão 270 milhões de habitantes, registrando um PIB a preços correntes de US$ 3,3 trilhões em um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados.
Patriota participou do seminário Mercosul: Novas Perspectivas, ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner, e de embaixadores brasileiros e estrangeiros, além de autoridades do Brasil, da Argentina e Venezuela. O chanceler disse que o interesse do Mercosul é ampliar acordos também fora do bloco e destacou os avanços nas negociações com os Estados Unidos, a União Europeia e a China.
Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PARCERIA DE SUCESSO - ATEEI & MASTER COMEX


É com grande satisfação que informamos a vitória nesta premiação!

 

 A ATEEI GROUP, uma das melhores Montadoras de Placas Eletrônicas da América Latina, conquistou, no último dia 13 de novembro de 2012, o Prêmio Apex-Brasil – Exportar é Inovar 2012, na categoria “Reconhecimento Público”, instituído pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 

A ATEEI GROUP diferenciou-se pelo seu sucesso em diversas iniciativas que promoveu em seus processos de exportação, os investimentos aplicados em sua unidade no Brasil, nos seus parceiros do exterior e o constante crescimento de suas operações, considerado este a passos largos pelo setor.


A premiação foi recebida pelo Diretor de Operações Comerciais, Rafael Andolfatto Alves. O executivo explica que mesmo com a desindustrialização no Brasil, a ATEEI GROUP manteve os seus programas de investimentos, o que resultou no significativo aumento da produção; obtido nos últimos anos. “É uma grande satisfação receber o Prêmio Apex-Brasil, isso reforça nosso objetivo e mostra que realmente estamos qualificados e capacitados para atender o mercado nacional e internacional. As estratégias do Grupo estão alinhadas para o sucesso em internacionalização e o fortalecimento da indústria nacional.”, comenta Alves.


Com mais de 10 anos no mercado, a ATEEI GROUP possui sua unidade fabril em Campo Largo – PR; representantes no Paraguai, Argentina e Equador e atende clientes de diversos segmentos. É referência em montagem de placas eletrônicas e chicotes elétricos.
Isso mostra mais uma vez a importância que as empresas de pequeno e médio porte têm para o estado do PR. Participaram também da premiação as empresas Paranaenses Enerbrás e Ouro Fino. 


Obtiveram sucesso nas demais categorias as empresas
RHODIA POLIAMIDA E ESPECIALIDADES
M. CASSAB COMÉRCIO E INDÚSTRIA
MARCOPOLO S/A
ARTECOLA
FREESCALE BRASIL
CV COUROS E PELES Ltda.
MERIDIONAL TCS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ÓLEOS
CARGILL AGRÍCOLA
GEN – GRUPO EDITORIAL NACIONAL PARTICIPAÇÕES
CALÇADOS BIONDINI
USINA NAVIRAÍ
EMIT Brasil


O 4º Prêmio Apex-Brasil – Exportar é Inovar homenageia entidades setoriais, empresas e reportagens que se destacaram nos temas de exportação e atração de investimentos produtivos para o País. O objetivo da premiação, criada em 2006 e realizada a cada dois anos, é reconhecer aqueles que, no campo do comércio exterior, sobressaíram por sua marcante contribuição ao desenvolvimento do Brasil. Os vencedores são definidos a partir de consulta a bases de dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).

Abraços;
Rafael Andolfatto Alves
CRA/PR 22.401
Diretor Comercial Ateei Group

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira registra US$ 12,2 bilhões em exportações brasileiras para os árabes


Importações aumentaram 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior

As exportações brasileiras para os países árabes totalizaram US$ 12.2 bilhões no acumulado de janeiro a outubro de 2012, o que representa uma queda de 1,59% em relação ao mesmo período de 2011. Já as importações provenientes dos países árabes registraram aumento, fechando o mesmo período com US$ 9.4 bilhões e crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior.

“Apesar da queda na exportação neste período, o relacionamento comercial entre Brasil e países árabes se mostra aquecido e os produtos com maior interesse para exportação são carnes, açúcar, minérios e cereais”, afirma Michel Alaby, diretor geral da Câmara Árabe.
Do total de US$ 12.2 bilhões registrado pelas exportações brasileiras aos países árabes, a Arábia Saudita lidera como principal destino, com vendas no valor de US$ 2.5 bilhões. Em seguida, estão o Egito (US$ 2.2 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos (US$ 2 bilhões).

Das importações brasileiras dos países árabes, a Arábia Saudita lidera registrando US$ 2.9 bilhões, seguida da Argélia (US$ 2.8 bilhões) e do Marrocos (US$ 1 bilhão). Destaque para o aumento das importações de óleos brutos de petróleo e adubos.

China ataca Brasil por propor debate sobre o câmbio


A China chama de “extremista” a proposta brasileira de criar uma tarifa de importação para compensar a valorização do real e alerta que a ideia do governo de Dilma Rousseff poderia “afundar o sistema multilateral do comércio” se vingasse. EUA e Europa também mostram resistência em relação à ideia.

Na manhã de hoje, o Brasil apresentou em Genebra sua proposta de que a OMC comece a lidar com os desequilíbrios cambiais, alegando que a valorização do real e a desvalorização manipulada por alguns governos estariam prejudicando as exportações nacionais. O tema se transformou em uma das bandeiras do governo de Dilma Rousseff no cenário internacional.

No médio prazo, a esperança do governo é de que países possam elevar tarifas de importação todas as vezes que sua moeda sofrer uma forte valorização. Mas, de forma estrtatégica, o governo brasileiro evitou fazer a apresentação formal da criação do mecanismo. No lugar de fazer uma proposta concreta, o que o Itamaraty fez foi sugerir que membros da entidade debatam o formato que poderia ter o novo mecanismo e qual o papel que acreditam que a OMC deve ter. “Estamos abertos a todas as ideias”, declarou Roberto Azevedo, embaixador do Brasil na OMC.

Pequim deixou claro que “entende” os problemas vividos pelo Brasil. Mas já alerta que a solução não será a criação de uma nova barreira e nem mesmo o debate do assunto na OMC. Além disso, alerta que a valorização do real vem em parte do “sucesso da economia brasileira”.

“Criar qualquer tipo de taxa nova seria uma medida extremista”, disse um diplomata chinês ao Estado. “Imagine se cada país decidisse usar o mecanismo”, questionou. “Isso poderia afundar o sistema multilateral do comércio”.

Os chineses, na prática, não querem o estabelecimento de um novo mecanismo que justifique barreiras ao comércio. Pequim, alvo de dezenas de barreiras pelo mundo, também não quer o estabelecimento de um novo fórum permanente para servir de plataforma para que o governo americano ataque a manipulação da moeda chinesa, acusada de ser a responsável pela expansão da exportação da China.

Segundo Pequim, porém, os americanos insistem em ignorar em seu discurso que parte do problema é o fato de injetarem bilhões de dólares no mercado, o que acabaria afetando o valor das demais moedas.

Hoje, a China é a maior exportadora do mundo e deve terminar o ano superando os EUA como o maior fornecedor de bens ao mercado brasileiro, pela primeira vez.

Nos corredores da OMC, diplomatas de diversos países ironizavam o projeto brasileiro, enquanto a reunião ocorria. Um deles chegou a dizer que o debate levaria “anos”. A delegação americana apenas riu quando foi questionada se o encontro havia sido um sucesso. Para outros, a insistência do Brasil em lidar com o tema faz parte apenas “de uma política para desviar a atenção em relação aos problemas reais da competitividade da indústria nacional”.

Publicado no Estadao

Evento Sabores do Brasil, na China, resulta em US$ 55,16 milhões em negócios para as empresas brasileiras

Organizado pela Apex-Brasil e pelo MDIC, evento levou a Pequim 18 empresas brasileiras do segmento de alimentos e bebidas para ações de imagem, relacionamento e desenvolvimento de negócios




A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) promoveram, nas últimas terça e quarta-feiras (20 e 21 de novembro), o evento Flavours from Brasil (Sabores do Brasil) em Pequim (China).

Durante o evento, foram realizadas rodadas de negócios entre 18 empresas brasileiras dos setores de carnes bovina, de frango e suína, cafés especiais, vinhos e mel e 45 potenciais compradores de China, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. Como resultado, estima-se US$ 55,16 milhões em negócios para as empresas brasileiras ao longo do próximo ano.

O evento incluiu, ainda, ações para divulgar a qualidade da produção brasileira para um público composto por autoridades, empresários, jornalistas e formadores de opinião chineses. Os convidados assistiram aworkshops informativos sobre a produção brasileira e interagiram com painéis eletrônicos que exibiam informações sobre o país.

 O evento contou com a presença do secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, e do subsecretário de Relações Internacionais do Agronegócio e diretor de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Lino Colsera.

A abertura do evento contou, ainda, com pronunciamentos do vice-secretário geral do Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional (órgão com atribuição semelhante à da Apex-Brasil), Yu Xiaodong, e do diretor geral do Departamento de Feiras das Américas e Oceania do Ministério do Comércio da China, Xu Yingzhen. Ambos ressaltaram a importância do relacionamento comercial bilateral para China e Brasil, duas das maiores economias mundiais.

Os workshops informativos foram conduzidos por entidades setoriais parceiras da Apex-Brasil em projetos de promoção de exportações: União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“Esta edição do Sabores do Brasil na China possibilitou às empresas brasileiras e asiáticas construir uma base sólida de relacionamento que permitirá incrementar os negócios nos próximos anos. Este foi um primeiro passo de um esforço que devemos fazer para estreitar a ligação das empresas e dos consumidores chineses com o nosso país, para que passem a nos considerar como um fornecedor de produtos diversificados, confiáveis e de qualidade”, comentou Ricardo Santana, coordenador da Unidade de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil.

A Agência já realizou outras edições do evento Sabores do Brasil em mercados considerados prioritários para alimentos e bebidas, como Dubai (Emirados Árabes Unidos), Riad (Arábia Saudita) e Johanesburgo (África do Sul), em 2009 e 2010.

Cota para importar carros do México já está esgotada


A cota de importação de veículos do México isenta de imposto, prevista até março, já se esgotou. A partir de agora, os carros que forem trazidos daquele país terão de pagar Imposto de Importação (II) de 35%, o que pode tornar inviável sua venda no mercado brasileiro. As montadoras tentam compensar a limitação com a produção local. 

A Ford deve iniciar no próximo ano a produção do novo Fiesta hatch na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), e importar do México, por um tempo, apenas a versão sedã. 

A Nissan, maior importadora de carros mexicanos, vai inaugurar fábrica em Resende (RJ) em 2014 onde produzirá pelo menos dois dos quatro modelos hoje trazidos daquele país. A cota prevista até março de 2013 é de US$ 1,45 bilhão, ou seja, a diferença de US$ 63 milhões foi atingida neste mês, dizem as fabricantes.

Publicado na Gazeta do Povo

Caminhões ficam parados em fronteira por greve da Receita


Cerca de 250 caminhões estão na fronteira do Brasil com o Paraguai, devido à paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal, que começou na última segunda-feira nos portos de Guaíra e Mundo Novo, no Paraná. A paralisação faz parte do movimento nacional da categoria por aumento de salário, que teve início há cinco meses.
 
De acordo com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Guaíra, os motoristas continuam chegando, mas o acesso aos locais é dificultado pelos veículos estacionados. Os caminhões estão carregados de trigo, soja, milho e fécula de mandioca, que embora sejam alimentos perecíveis, devem chegar ao destino com qualidade inferior à que deixaram o silo.

Sem opção, alguns caminhoneiros estão hospedados nas cidades próximas e outros dormem no próprio veículo.

Pompeu Rosa Filho, de 57 anos, leva milho do Paraguai para Goiás e está há oito dias na fronteira.

Emanuel Henrique do Carmo, representante do Sinditac de Guaíra, diz que há cerca de quatro meses os caminhoneiros enfrentam atrasos pela operação padrão dos auditores fiscais. "Estamos preocupados com novas paralisações. Temos tido muito prejuízo, o caminhoneiro tem que arcar com alimentação, hospedagem, tudo do próprio bolso".
O movimento dos auditores fiscais começou em 18 de junho deste ano pelo aumento de 30,18% do salário, ajuste que repõe as perdas inflacionárias desde o último acordo, em 2010.


Os auditores realizam operação padrão nas aduanas e operação crédito zero, na parte administrativa da Receita Federal. A paralisação do Paraná faz parte da Operação Desembaraço Zero, que vai até a próxima sexta-feira .

De acordo com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal de Foz do Iguaçu (PR), Diego Augusto de Sá, o movimento continua até que haja negociação, mas "temos controlado para que não se torne penoso para os transportadores".
O governo propôs um ajuste de 15,8% pago ao longo dos próximos três anos, mas a proposta foi recusada pela categoria. Se não houver acordo, nova paralisação deve ocorrer em dezembro.

Publicado no DCI