segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Brasil foi o parceiro mais afetado pelo protecionismo argentino

O Brasil foi o país mais afetado pelas medidas protecionistas adotadas pela Argentina, (terceiro maior parceiro comercial do País) em fevereiro deste ano. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec), o instituto oficial de estatísticas do país, apontam que, enquanto as importações totais portenhas caíram 7% de janeiro a agosto deste ano sobre os oito primeiros meses de 2011 (para US$ 45 bilhões), as compras de produtos brasileiros caíram 18,3% na comparação do mesmo período (para US$ 11,9 bilhões). As restrições fizeram com que o superávit comercial argentino crescesse 38,1% no acumulado do ano, para US$ 10 bilhões, e ajudaram um pouco a equilibrar o cenário fiscal da nação, que não conta com fontes de financiamentos externos e sofre com a falta de dólares para enfrentar a crise.

 

Desde fevereiro, cerca de 40 países protestaram na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra as medidas protecionistas argentinas. Para contornar essa situação, o Brasil iniciou em junho uma negociação bilateral com o país vizinho, e conquistou, aos poucos, a liberação para alguns produtos brasileiros. “A postura do Brasil tem sido bastante construtiva. O País entende os problemas fiscais e comerciais do vizinho e tem procurado apoiá-los. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem promovido reuniões entre empresários brasileiros e argentinos com o objetivo de aumentar a pauta de exportação de produtos portenhos para o Brasil”, diz Roberto Teixeira da Costa, membro do Grupo de Análise de Conjunturas Internacionais da Universidade de São Paulo (Gacint/USP).


Desde junho, as exportações brasileiras para a Argentina voltaram a crescer. Em junho, julho e agosto os resultados das vendas externas foram, respectivamente US$ 1,3 bilhão, US$ 1,4 bilhão e US$ 1,6 bilhão. Mesmo assim, o saldo da balança comercial brasileira com a Argentina caiu 54%, para US$ 1,7 bilhão, na comparação dos oito primeiros meses de 2012 com o mesmo período de 2011. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No entanto, segundo Roberto Teixeira, o governo brasileiro também entende que não pode ser conivente com todas as ações comerciais adotadas pelo governo de Cristina Kirchner. “Ao mesmo tempo em que restringiram as compras de produtos brasileiros, os argentinos aumentaram as relações comerciais com outros países, como a China, por exemplo. Então, na prática, o que está havendo é uma substituição de parceiros. O Brasil entende que não pode ter uma posição passiva”, conta. No entendimento do executivo, em tempos de crise econômica, é de suma importância para os brasileiros não perderem espaço em qualquer mercado consumidor. “Esses conflitos com a Argentina vêm ocorrendo há pelo menos cinco anos e não devem ser resolvidos no curto prazo. As relações comerciais brasileiras com a Argentina estão em constante negociação”, avalia.

Publicado por: Export News
Fonte: www.revistacomexbb.com.br

Venezuela assume presidência temporária do Mercosul em 2013

No Mercosul há pouco mais de dois meses, a Venezuela assumirá a presidência pro tempore do bloco em 2013, ano em que o órgão deve encerrar a suspensão do Paraguai.

O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, disse à Agência Brasil que o objetivo dos venezuelanos no grupo é fortalecer a região e incrementar as relações econômicas, comerciais e sociais.



O diplomata negou a possibilidade de a Venezuela fazer restrições ao Paraguai. “Não se pensa nisso. O Mercosul é uma prioridade para nós. Vamos trabalhar para ampliar o desenvolvimento nas regiões fronteiriças, buscar a complementaridade e o fortalecimento mútuo”, disse Sánchez Arveláiz.


Venezuela e Paraguai têm divergências políticas e ideológicas. O Parlamento do Paraguai não reconhece a adesão da Venezuela ao Mercosul, pois o ingresso ocorreu em 31 de julho, quando os paraguaios estavam suspensos do bloco. O Paraguai foi suspenso do grupo por decisão unânime dos governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai que discordaram da forma como o então presidente Fernando Lugo foi destituído do poder, em junho.

Em dezembro, haverá uma reunião em Brasília quando é esperada a conclusão do processo de adequação da Venezuela ao protocolo do Mercosul. Essas negociações referem-se a termos, expressões, tarifas e siglas relativas aos produtos comercializados na região.

Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul contará com uma população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), registrando um Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes de US$ 3,3 trilhões (o equivalente a 83,2% do PIB sul-americano) e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área da América do Sul).

O embaixador venezuelano no Brasil disse que as áreas de interesse da Venezuela para exportações envolvem o setor de petroquímicos e derivados, além de alumínio e vidros, assim como o de material de construção. “Vamos trabalhar juntos e muito”, disse.

Publicado por Export News: http://www.exportnews.com.br/2012/10/venezuela-assume-presidencia-temporaria-do-mercosul-em-2013/

Fonte: Agência Brasil

Empresas brasileiras podem ampliar participação no mercado russo

A Rússia se tornou oficialmente, no final de agosto, o 156º membro da instituição, abrindo a perspectiva de expansão das suas relações comerciais com o mundo. Quando um país adere à OMC, assume uma série de compromissos, como redução de tarifas de importação. Logo, espera-se maior fluxo de comércio exterior –tanto de importação quanto de exportação.

Agora, a expectativa é maior para o crescimento das importações. O poder de compra dos russos cresce junto com o PIB, que em 2011 avançou 4%, para US$ 1,8 trilhão. Mas a oferta de produtos desejados pela nova classe média e alta não acompanha a demanda.

A economia russa é altamente dependente de recursos naturais metade do valor produzido pela indústria vem dos setores de petróleo, metalurgia e química. Há, portanto, carência de bens de consumo, o que é visto como oportunidade para algumas áreas da indústria brasileira.

Para Marcos Lélis, coordenador da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), as maiores oportunidades para o Brasil estão em produtos procurados por consumidores de alta renda, mais voltados para o mercado de luxo, como joias e calçados, entre outros. “Não estamos falando de competir com os calçados chineses, mas da exportação de produtos de alto padrão.”


Para a gaúcha Piccadilly, a Rússia é um dos mercados internacionais mais promissores. “A Rússia é o nosso terceiro mercado na Europa e pode se tornar o primeiro, pois está numa situação econômica muito melhor do que Portugal e Grécia, que estão nas primeiras posições”, diz Micheline Grings, diretora de exportação da Piccadilly.

Segundo ela, as russas compram calçados com cores vibrantes e estão dispostas a pagar mais pela etiqueta “made in Brazil”.

“O nosso produto não tem competitividade em preço, mas tem valor agregado em moda e conforto”, afirma a executiva. No caso das joias, além do design, as pedras nacionais têm um diferencial no mercado russo, diz Lélis, da Apex.

Com três lojas em Moscou, a H.Stern é uma das empresas brasileiras que tentam conquistar os consumidores da classe A russa. A Apex também aponta os setores de implementos agrícolas e de autopeças como oportunidade para elevar as exportações brasileiras para o novo membro da OMC.
Carnes e açúcar

Embora as perspectivas para as exportações de produtos industrializados para a Rússia sejam boas, os valores são ínfimos se comparados aos das commodities. De janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 15 milhões em calçados para a Rússia e US$ 1,5 milhão em joias e pedras lapidadas. Só a carne bovina chegou a US$ 765 milhões, ou 45 vezes mais que os artigos de luxo. Os três principais produtos vendidos para a Rússia -carne bovina, açúcar e carne suína respondem por 70% da receita de exportação.

Tamanha concentração deixa a balança comercial vulnerável às barreiras sanitárias impostas pelos russos. Neste ano, as exportações são prejudicadas principalmente pelo embargo à carne suína, que provocou retração de 63% nos embarques.

Pedro de Camargo Neto, presidente da associação dos exportadores de suínos, acredita que a entrada da Rússia na OMC pode intimidar a adoção de barreiras sanitárias. “Mas não haverá mudança rápida e drástica”, diz.

Pão de queijo e frutas

Pão de queijo e frutas tropicais são os produtos que consumidores russos familiarizados com coisas brasileiras gostariam de ver nas prateleiras russas. Na pesquisa feita pelo consultor de comércio bilateral Sérgio Lessa, também aparecem os cosméticos naturais. Das frutas brasileiras apreciadas por esses consumidores, apenas mamão “gold” e manga “gold” são exportados para lá em quantidades significativas. As demais provêm de outros países. Por exemplo, a carambola vem da Malásia e a banana é proveniente da América Central. Entretanto, uma única empresária russa está fazendo sucesso com a importação de açaí.

Das Agências
Publicado em Export News: http://www.exportnews.com.br/2012/10/empresas-brasileiras-podem-ampliar-participacao-no-mercado-russo/#more-3452

Vendas para os países árabes ficam estáveis

As vendas de mercadorias brasileiras para os países árabes ficaram praticamente estáveis em setembro, com um pequeno recuo de 0,12% sobre o mesmo mês do ano passado, bem abaixo da queda registrada nas exportações do País para os mercados em geral, que foi de 5,1% no mesmo período. 


O Brasil acumulou, no último mês, receita de US$ 20 bilhões com a totalidade das exportações e de US$ 1,36 bilhão com os envios ao mundo árabe.


O diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, lembra que os países árabes ainda estão consumindo os estoques feitos para o Ramadã e que a partir de agora as vendas devem se aquecer em função da reposição dos alimentos. Os árabes muçulmanos começam também a se preparar para a Hajj, peregrinação a Meca que neste ano ocorre no final de outubro, que costuma elevar o consumo de comida, segundo Alaby. A Arábia Saudita, país onde fica Meca, recebe muitos estrangeiros neste período.
No acumulado deste ano até setembro, as exportações do Brasil para o mundo árabe recuaram 3,43%, mas a queda também ficou abaixo do recuo registrado nos embarques do País como um todo, que foi de 4,9%. O Brasil teve faturamento de US$ 180,6 bilhões com exportações nos nove primeiros meses do ano e de US$ 10,6 bilhões para os árabes, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pelo Departamento de Negócios e Mercados da Câmara Árabe.

Houve queda, de janeiro a setembro, nas compras de dois dos cinco principais mercados do mundo árabe. Arábia Saudita, que é a principal importadora, comprou 17% a menos, com US$ 2,1 bilhões no total; e a Argélia, a quinta no ranking, recuou suas compras em 27% para US$ 830 milhões.
O Egito foi o segundo maior destino das mercadorias do País na região e suas importações cresceram 13% para US$ 1,9 bilhão. O terceiro país da lista foram os Emirados Árabes Unidos, com US$ 1,7 bilhão, com 6% de crescimento, e o quarto foi Omã, com US$ 843 milhões e aumento de 48%.
Em setembro, o maior mercado do Brasil no Oriente Médio e Norte da África foi o Egito, com US$ 313 milhões e crescimento de 20%, seguido por Emirados, com US$ 225,98 milhões e queda de 1,7%, Arábia Saudita, com US$ 226 milhões e recuo de 12%, Omã, com US$ 118 milhões e crescimento de 49%, e Argélia, com US$ 108 milhões e avanço de 14%.
Importações
Já as importações que o Brasil fez de produtos árabes, nos nove primeiros meses deste ano, cresceram 44% e ficaram em US$ 8,5 bilhões. O Brasil compra da região principalmente petróleo, seus derivados e fertilizantes. O maior fornecedor foi a Arábia Saudita, seguida pela Argélia. Em setembro, individualmente, houve recuo de 4,15% nas vendas árabes ao Brasil, que geraram receita de US$ 870 milhões. Ocorreu queda nos embarques da Argélia.

Publicado no export News: http://www.exportnews.com.br/
Fonte: www.anba.com.br

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Energia limpa

Como todo jovem, o suíço Raphael Domajan teve sonhos, e a partir de 2004 este sonho começou a ganhar vida. O jovem idealizou um barco movido a energia solar, a ideia é provar que tecnologias na área de energia renovável estão avançadas, são seguras e confiáveis. O projeto terá visibilidade global, pois o barco dará a volta ao planeta com paradas programadas nos principais portos do mundo. A viagem tem o objetivo de levantar a bandeira pelo uso de energias renováveis, especialmente a solar. A expedição começou no dia 27 de Setembro de 2010, e o diário completo da viagem esta disponível no site  http://tinyurl.com/6dqz3dt .

  Acompanhe esta brilhante trajetória











Odebrecht ganha contrato de US$ 2,7 bilhões para construir complexo da Braskem no México


Odebrecht ganha contrato de US$ 2,7 bilhões para construir complexo da Braskem no México

A Braskem deu mais um passo em direção à construção de seu complexo petroquímico no México. Por meio de sua joint-venture com o grupo mexicano Idesa, a Braskem Idesa, a companhia anunciou um contrato de mais de US$ 2,7 bilhões com o consórcio da Odebrecht, acionista da Braskem, referentes às etapas de engenharia e construção do complexo Etileno XXI, que vai ficar no estado mexicano de Veracruz.
O consórcio vencedor é formado pela Odebrecht (40%), Technip (40%) e ICA Flúor (20%). O complexo petroquímico, que será um dos maiores do mundo, terá duas linhas de produção de polietileno de alta densidade e uma de baixa densidade, além de outras instalações e linhas de produção.
Criada em 2010, exclusivamente para construir e operar o complexo petroquímico Etileno XXI, a Braskem Idesa deve investir um total de US$ 3,2 bilhões no projeto, que deve iniciar suas operações na metade de 2015.

Publicado no Conexão Maritima: http://www.conexaomaritima.com.br/index.php?option=noticias&task=detalhe&Itemid=22&id=10779
Fonte: Petronotícias



Exportação de milho em setembro atinge recorde

Foram vendidas 3,145 milhões de toneladas do grão

Sirli Freitas
Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS
 
Vendas bateram recorde em setembro
O Brasil embarcou para o exterior em setembro 3,145 milhões de toneladas de milho, volume que supera o recorde de agosto, que havia sido de 2,759 milhões de toneladas. Na comparação com setembro de 2011, quando o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas do cereal, o crescimento é de 90%. Tradicionalmente as exportações brasileiras de milho se concentram no segundo semestre do ano, mas em 2012 as vendas têm sido mais expressivas. Com a quebra de safra nos Estados Unidos, tradings têm buscado o produto no Brasil para atender contratos de exportação.

O preço médio da tonelada embarcada em setembro, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, divulgados nesta segunda, dia 1º, foi de US$ 269, ante US$ 261/tonelada em agosto e de US$ 303/tonelada em setembro de 2011. As exportações do cereal no mês passado renderam ao País US$ 846,6 milhões.

Publicado em Agricultura Rural: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/10/exportacao-de-milho-em-setembro-atinge-recorde-3903210.html