quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Trem aéreo em Tel Aviv

Projeto-piloto de trem aéreo da Nasa cruzará céu de Tel Aviv Guila Flint

Um projeto-piloto feito em colaboração com a Nasa (agência espacial americana) deve levar às ruas de Tel Aviv, em Israel, um trem aéreo elétrico, com trilhos de alumínio, que está sendo promovido como uma “forma ecológica e rápida” de facilitar o transporte público.

Segundo anúncio do prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, o chamado “trem aéreo” terá uma primeira fase com uma linha de 7 km, perto do porto (norte da cidade), a ser concluída em dois anos.

O sistema será movido a eletricidade, parte da qual será “produzida pelo próprio sistema”, disse à BBC Brasil Jerry Senders, diretor da empresa Skytran, responsável pela tecnologia.
Senders explica que dentro de cada veículo haverá um “motor linear” que será movido por um misto de eletricidade e ondas magnéticas. BBC


 Publicado em Causual 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Volkswagen revela novo Santana e Brasil pode ser destino


Novo Volkswagen Santana adota a nova identidade visual da marca e fica parecido com o médio Jetta

  • Novo Volkswagen Santana adota a nova identidade visual da marca e fica parecido com o médio Jetta
Depois de alguns flagras, a Volkswagen revelou nesta terça-feira (30) a nova geração do Santana. O modelo, aposentado no Brasil desde 2006, é vendido na China desde os anos 1980 (ele nunca deixou de ser comercializado por lá) e ganha nova geração no país.

O novo carro é produzido na fábrica da Volks em Xangai, em acordo com a sua joint-venture local, a Shanghai Volkswagen Automotive, atendendo a novas regras de consumo e emissões e também a demandas de mercado. Equipado com a família de motores EA 211 (evolução dos EA 111 vendidos por aqui), a gasolina, o sedã será oferecido nas versões 1,4 litro/90 cv e 1,6 litro/ 110 cv -- exatamente os mesmos motores utilizados no Polo sedã vendido por lá (da mesma geração que o nosso). Segundo a VW, o novo modelo chega a ser até 28% mais econômico que a geração anterior.
Como o nome Santana nunca morreu na China, sua manutenção numa nova geração faz todo sentido. Mas e no Brasil? O certo é que este novo sedã segue a receita de sucesso para mercados emergentes: motor pequeno, espaço interno de sobra e porta-malas grande: são 2,60 m de entre-eixos (o mesmo que o de um Nissan Versa) e 480 litros de bagageiro (10 l a mais que o de um Toyota Corolla, por exemplo).

PREÇO
Na China, diferentes gerações de Santana e Polo convivem. O primeiro Santana ("quadrado"), utilizado por taxistas e frotas do governo, custa 76.800 yuans (cerca de R$ 25 mil, sem impostos e taxas). Os preços do Santana Vista (equivalente ao último modelo vendido no Brasil) variam de 90.800 a 99.800 yuans (de R$ 29.500 a R$ 32.500). E os valores do Polo sedã (o mesmo vendido por aqui) variam entre 85.800 e 112.800 yuans (de R$ 28 mil a R$ 36.800). Vale lembrar que o novo Polo (alinhado à Europa) também é vendido por lá, apenas na configuração hatch.
Por aqui, um carro deste padrão concorreria com Nissan Versa, Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Honda City, Toyota Etios e outros compactos que agradam pelo espaço e conforto -- oscilando na faixa de R$ 35 mil a R$ 45 mil.
  • Eugênio Augusto Brito/UOL O Volkswagen Santana "quadrado", de primeira geração, ainda é vendido na China; modelo é utilizado por taxistas e frotas governamentais
Por lá, serão três versões de acabamento (Trendline, Comfortline e Highline), com pacotes de equipamentos recheados, que incluem freios ABS (antitravamento), airbags frontais, laterais e de cabeça, controle de tração, ar-condicionado, rodas de liga leve, sensores de estacionamento, bancos de couro e até teto solar elétrico.
Tamanha importância do modelo, o lançamento mundial aconteceu na matriz da empresa, em Wolfsburg, na Alemanha, e contou com a presença do presidente mundial da marca, Martin Winterkorn. A Volkswagen do Brasil desconversa sobre o assunto. Questionada, a marca não confirma se o sedã será vendido por aqui e diz apenas que "acompanha o mercado e que modelos futuros passam por fases de estudos rigorosas".
  • Divulgação
     Como a dianteira, interior também segue novo padrão estético da Volkswagen; traseira também lembra a de sedãs maiores da marca, mas lanternas têm desenho diferente e são mais agressivas

     Divulgação


    Publicado no Uol
JOHANNA NUBLAT DE BRASÍLIA O país pode enfrentar um "apagão tecnológico" no setor de diagnósticos caso o governo federal não reveja suas regras para a importação de produtos novos de saúde, afirma uma pesquisa da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial). O alerta é direcionado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à longa espera para começar um processo de registro de reagentes ou outros produtos para exames laboratoriais. Em 2009, a agência instituiu a necessidade de vistoriar fábricas situadas em outros países das quais importadoras brasileiras quisessem comprar produtos novos. Atualmente, 319 fábricas estrangeiras aguardam essa liberação da Anvisa para que 520 produtos ligados ao setor diagnóstico, alguns de áreas mais sensíveis, como Aids e oncologia, possam iniciar o processo de registro no país --isso entre as 19 empresas que responderam à pesquisa. No total, segundo a Anvisa, cerca de mil processos aguardam a avaliação. Em 2011, a agência conseguiu realizar 213 inspeções. "Há um potencial de espera de sete anos. E isso em uma área na qual o ciclo de vida dos produtos é curto", afirma Carlos Eduardo Gouvêa, secretário-executivo da CBDL. O deficit pode significar deixar de oferecer exames mais rápidos e mais precisos para identificação de substâncias presentes, por exemplo, no sangue, segundo empresas ouvidas pela Folha. "Daqui a pouco, não vou poder fazer um diagnóstico porque não tenho a tecnologia", diz Walter Baxter, de uma empresa que trabalha com bancos de sangue. Os atrasos já levaram a Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares) a anunciar um processo contra a agência. A Anvisa reconhece o acúmulo de processos, mas diz que é exagerado falar em "apagão". A agência defende a importância das inspeções para a segurança sanitária e afirma que está trabalhando num novo modelo de liberações com outros países.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/10/30/empresas-do-ramo-de-diagnosticos-criticam-demora-de-importacoes.jhtm
JOHANNA NUBLAT DE BRASÍLIA O país pode enfrentar um "apagão tecnológico" no setor de diagnósticos caso o governo federal não reveja suas regras para a importação de produtos novos de saúde, afirma uma pesquisa da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial). O alerta é direcionado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à longa espera para começar um processo de registro de reagentes ou outros produtos para exames laboratoriais. Em 2009, a agência instituiu a necessidade de vistoriar fábricas situadas em outros países das quais importadoras brasileiras quisessem comprar produtos novos. Atualmente, 319 fábricas estrangeiras aguardam essa liberação da Anvisa para que 520 produtos ligados ao setor diagnóstico, alguns de áreas mais sensíveis, como Aids e oncologia, possam iniciar o processo de registro no país --isso entre as 19 empresas que responderam à pesquisa. No total, segundo a Anvisa, cerca de mil processos aguardam a avaliação. Em 2011, a agência conseguiu realizar 213 inspeções. "Há um potencial de espera de sete anos. E isso em uma área na qual o ciclo de vida dos produtos é curto", afirma Carlos Eduardo Gouvêa, secretário-executivo da CBDL. O deficit pode significar deixar de oferecer exames mais rápidos e mais precisos para identificação de substâncias presentes, por exemplo, no sangue, segundo empresas ouvidas pela Folha. "Daqui a pouco, não vou poder fazer um diagnóstico porque não tenho a tecnologia", diz Walter Baxter, de uma empresa que trabalha com bancos de sangue. Os atrasos já levaram a Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares) a anunciar um processo contra a agência. A Anvisa reconhece o acúmulo de processos, mas diz que é exagerado falar em "apagão". A agência defende a importância das inspeções para a segurança sanitária e afirma que está trabalhando num novo modelo de liberações com outros países.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/10/30/empresas-do-ramo-de-diagnosticos-criticam-demora-de-importacoes.jhtm

Início do conteúdo Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono

Recuo é atribuído à falta de legislação, causando insegurança jurídica, mostra estudo com as maiores empresas do País 

Um estudo com 52 das maiores empresas do País mostra que em um ano caiu de 33% para 27% o envolvimento delas com projetos de créditos de carbono. Há quatro anos, o mesmo relatório, elaborado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) apontava que 45% destas empresas apostavam neste tipo de expediente para compensar a emissão de gases do efeito estufa.

Estudo reuniu dados de emissões de 52 empresas - Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
 
Estudo reuniu dados de emissões de 52 empresas
O diretor do CDP na América Latina, Fernando Eliezer Figueiredo, atribui a queda à ausência de regulamentação. "A insegurança deixada pela falta de adesão ao Protocolo de Kyoto desacelerou o surgimento de novos projetos. Sem uma definição clara, as empresas tiraram o pé", afirma Figueiredo.

Segundo ele, apenas os projetos que já existiam estão sendo desenvolvidos. No País, algumas destas iniciativas são questionadas: atualmente, o Ministério Público Federal investiga um contrato de US$ 90 milhões firmado entre a empresa irlandesa Celestial Green Ventures e a comunidade indígena mundurucu que permite a exploração por 30 anos de uma área de 200 mil quilômetros quadrados na Floresta Amazônica, próxima a Jacareacanga (PA). O acordo foi revelado em março, pelo Estado.

Despreparo
O relatório do CDP é baseado em questionários enviados às 80 maiores empresas do País - apenas 52 responderam às informações sobre a emissão de gases.

O estudo apontou que 92% delas consideram as mudanças climáticas relevantes, mas que apenas 34% têm metas de redução de carbono efetivamente implementadas - 51% iniciaram ou estão em fase de investigação de projetos na área. 

"Há uma distância entre a teoria e a prática, mas isto é um processo. Até alguns anos atrás, a maioria das empresas não fazia nem sequer inventário de emissões", afirma Figueiredo. "Na leitura das respostas, vemos que os projetos estão dentro da estratégia, mas as empresas não deixam claro como estão inseridos, então fica difícil de fazer uma análise mais profunda."

O diretor do CDP, projeto que visa a uma maior transparência nas políticas de redução de emissões das empresas na relação com os investidores, diz não acreditar que as empresas estejam fazendo o chamado marketing verde - anúncio de ações pouco efetivas de sustentabilidade para ganhar uma imagem positiva. "Essa visibilidade ocorre naturalmente, não dá para fazer porque os dados estão visíveis e as empresas ficam vulneráveis", afirma ele.

A eficiência energética é responsável por 54% das medidas utilizadas para a redução de emissões - a compra de energia "limpa", por outro lado, foi apontada por apenas 1% das companhias. "A eficiência energética é mais tangível, diminuiu custos e traz redução, mas é apenas a lição de casa. O setor industrial tem de investir mais em inovação para fazer a diferença realmente", afirma Figueiredo. 


Publicado no Estadao


Furacão Sandy mata 12 nos EUA, 1 no Canadá e inunda Manhattan

Mortes nos EUA ocorreram em seis estados; uma pessoa desapareceu.


Prefeito de Nova York pediu à população para não sair de casa. 

 O furacão Sandy varreu a costa leste americana na noite desta segunda-feira (29) matando 12 pessoas nos Estados Unidos e uma no Canadá, além de inundar e provocar o caos em Manhattan, na cidade de Nova York, informaram os serviços de emergência.

No Estado de Nova York, Sandy matou cinco pessoas, incluindo um homem de 30 anos atingido pela queda de uma árvore no Queens, disse um porta-voz do governador Andrew Cuomo.

‘Sandy’ provoca inundação nas obras do Marco Zero, em Nova York. (Foto: John Minchillo / AP Photo)‘Sandy’ provoca inundação nas obras do Marco Zero, em Nova York. (Foto: John Minchillo / AP Photo)

Em Nova Jersey, as duas vítimas fatais também foram atingidas por uma árvore, que caiu sobre um carro no condado de Morris, segundo os serviços de emergência.

Duas pessoas morreram na Pensilvânia, uma atingida por árvore e outra no desabamento de uma casa, informaram as autoridades locais.

Em Maryland, uma mulher bateu com o carro em uma árvore e morreu.
Na Virgínia Ocidental, outra mulher, de 48 anos, colidiu com um caminhão em meio a uma tempestade provocada por Sandy, informou a polícia.

No Atlântico, na Costa da Carolina do Norte, uma tripulante de um veleiro réplica do HMS Bounty morreu no hospital após ser resgatada no mar e levada a um hospital. O capitão do barco permanece desaparecido.

Na cidade canadense de Toronto, mais ao norte, uma mulher morreu ao ser atingida por uma placa de publicidade que se desprendeu com o forte vento.

O olho do fenômeno atingiu as proximidades de Atlantic City, de acordo com o boletim do Centro Nacional de Furacões (CNF), com sede em Miami.

Em Nova York, ao menos 250 mil famílias ficaram sem energia elétrica na noite de segunda-feira na região de Manhattan, informou o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva.

Vários bairros do sul de Manhattan ficaram sob as águas e sem eletricidade, disse Bloomberg, que pediu à população para permanecer em casa e evitar sair de carro para não prejudicar o deslocamento das equipes de emergência.
Segundo a CNN, o apagão no sul de Manhattan foi provocado pela explosão em uma subestação que entrou em curto devido à inundação do bairro.
Os rios East e Hudson transbordaram por conta da chuva torrencial que caiu na cidade e inundou túneis.
O setor de Battery Park, sul de Manhattan, foi coberto pelas águas.

As forças de segurança fecharam o acesso ao Battery Park e toda a zona próxima a Wall Street ficou deserta, exceto pela presença de carros da polícia, bombeiros e ambulâncias.

Equipes das companhias elétricas trabalhavam sem descansar para bombear água para fora das galerias e restabelecer os serviços, mas milhares de residências permaneciam sem energia. O apagão atingia diversas zonas, incluindo a Universidade de Nova York e alguns hospitais.

No bairro de Chelsea, a fachada inteira de um prédio de três andares caiu, mas sem provocar vítimas.

Fachada de prédio de cinco andares no número 92 da 8ª Avenida que ficou destruída com a aproximação do furacão Sandy (Foto:  John Minchillo / AP)Fachada de prédio de cinco andares no número 92 da 8ª Avenida que ficou destruída com a aproximação do furacão Sandy. (Foto: John Minchillo / AP)
 
Vários carros de bombeiros e da polícia fecharam o acesso à Oitava Avenida entre as ruas 14 e 15.
Nova York estava paralisada desde a manhã desta segunda-feira, com a suspensão do sistema de transporte público e o fechamento de tribunais e escolas, além da queda do fornecimento de energia elétrica para milhares de residências.

Cerca de 375 mil pessoas receberam ordem de deixar áreas costeiras da cidade no sul de Manhattan, Brooklyn, Queens e Staten Island.

As autoridades advertiram para os riscos "sem precedentes" do furacão e ordenaram a retirada de milhares de residentes ao longo da faixa costeira que vai de New England (nordeste) à Carolina do Norte (sudeste), mas apesar dos avisos, apenas 3 mil pessoas procuraram os 76 abrigos colocados a disposição em Nova York.

Por volta das 2h30 GMT (0h30 do horário brasileiro de verão) de terça-feira (30), o vento perdia força e chovia menos em Nova York, permitindo prever o fim da confusão provocada por Sandy na cidade.

No Canadá, Sandy deixou mais de 68 mil residências sem energia, sendo 30 mil em Ontario e 38 mil em Quebec, após derrubar árvores sobre as redes elétricas, segundo as companhias provinciais Hydro One e Hydro-Québec.

Em sua passagem pelo Caribe, na semana passada, Sandy deixou 67 mortos, milhares de desabrigados e muitos prejuízos.

Publicado no G1

Consumidor mais sofisticado é oportunidade à indústria


O diretor da Área Industrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo, prevê o Brasil com população mais escolarizada e com maior renda em 2020, o que abrirá oportunidades para a indústria de bens de consumo. "Teremos uma população consumindo com muito mais sofisticação. Isso abre espaço para oportunidades de diferenciação com base em inovação", disse. As afirmações foram feitas em palestra nesta segunda-feira no seminário Perspectivas para a Indústria e a Infraestrutura: Visões do BNDES, promovido pelo banco em sua sede, no Rio.

Ainda na análise dele, no contexto econômico atual, mudou a dicotomia entre industrialização e exportação de commodities. Segundo Ramundo, a produção e exportação de bens primários hoje inclui tecnologia e traz várias oportunidades para novas estratégias na agropecuária, setor para o qual o banco de fomento passou a olhar com atenção mais recentemente.

"A pauta de exportações primárias é muito mais diversificada (atualmente) e com componente tecnológico do que nos anos 1960", afirmou, destacando que até 2050 o mundo terá 9 bilhões de habitantes e a oferta de alimentos terá que crescer acima de 70%, segundo estimativas. "Haverá enormes oportunidades para o Brasil", completou.


Publicado no Jornal do Comercio

COURO FICA MAIS CARO NO PAÍS E PERDE PREÇO NAS EXPORTAÇÕES





Intensificado pela atuação da JBS e outras gigantes nesse mercado, o crescimento das exportações de couro tem prejudicado a disponibilidade da commodity em âmbito nacional. Curtumes falam em aumento de 40%, em seis meses, do preço da matéria-prima.

O mercado externo, apesar do câmbio favorável, apresenta desvalorização. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques cresceram 7% em volume, mas perderam 2% de valor. A diferença está ligada à crescente demanda chinesa pelo tipo wet blue, que é o couro mais barato.

"A [demanda da] Europa está restrita. Não temos outro mercado que não seja a Ásia", diz o diretor-presidente do curtume Viposa, de Caçador (SC), Elias Seleme Neto. "Mas a China só quer couro inacabado, que tem pouca margem de lucro", acrescenta.

A participação da China cresceu 23% no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2011, atingindo o nível de 23,3% das exportações brasileiras de peles e couro. Os totais exportados nesse período foram de 291,7 mil toneladas e US$ 1,5 bilhão.

Na contramão, as importações da Itália, que costuma comprar couro beneficiado do Brasil (tipo crust, por exemplo), caíram 16%, para 298,2 mil toneladas.

O fator positivo para os curtumes exportadores neste ano foi o câmbio. "Trabalhou-se com prejuízo em 2010 e 2011", lembra Neto. "Se o dólar fica abaixo de R$ 2, o setor fecha no vermelho."

Matéria-prima escassa
Se a preocupação do curtume Viposa é com o mercado externo, a Casa de Couros Romeu, que atua desde o beneficiamento até o varejo, é com a falta de material no Brasil. Segundo o diretor-comercial da empresa, Rodrigo Saragioto, o couro está caro, raro e de má qualidade no País.

"Desde que o grupo JBS entrou forte nesse mercado, comprando todos frigoríficos que ofereciam couro bom, os curtumes ficaram com o que sobrou de matéria-prima ruim", afirma o executivo, observando alta de 40% do valor do produto nos últimos seis meses.
Em resposta, um porta-voz da JBS disse que a subida de preço tem a ver com a baixa oferta de bois - o rebanho nacional, afetado pelos rumos do mercado pecuário, tem encolhido, inclusive com o descarte de matrizes -, não com o crescimento da companhia multinacional.

A Casa Romeu adquire seis mil peças de couro wet blue e in natura por mês, para trabalhá-las em sua sessão de beneficiamento e depois vendê-las, por atacado, para fabricantes de vestuário e acessórios. A matéria-prima está custando R$ 1,80 por quilo, de acordo com Saragioto.

"O couro já esteve mais caro. O preço, porém, subia conforme a demanda. Agora que o mercado está em baixa, era para o couro estar mais barato", diz o empresário, atribuindo a valorização atípica do produto aos embarques promovidos pela JBS ao exterior.

Azul molhado
Vale registrar que o couro wet blue ("azul molhado") - azulado pelo cromo, que o torna imperecível - tem status de commodity e precisa passar por duas outras etapas de beneficiamento antes de ficar pronto para qualquer tipo de manufatura. Alguns curtumes, como o A.P. Müller, em Portão (RS), preferem investir unicamente no acabamento da matéria-prima, não trabalham com o wet blue.

O presidente da Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos da Indústria de Couro (ABQTIC), Etevaldo Zilli, aponta para novas demandas ambientais do segmento - como na substituição, para a curtição do couro, do cromo por produtos naturais.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria
Publicado no Aduaneiras

ARTIGO: Feedback com resultados


O comportamento não está adequado aquilo que se espera objetivando o sucesso da equipe e o alcance dos objetivos da empresa. O que você faria diante de uma situação dessas? Advertiria verbalmente o funcionário no seu local de trabalho ou o chamaria para um feedback em um local isolado?
Muitos escolheriam a primeira opção, afinal é necessário se impor e nada melhor que uma advertência verbal, esteja onde estiver, esteja na frente de quem estiver. Espera-se que, diante desta atitude o funcionário demonstre mais disposição, proatividade, mude seu comportamento e se ajuste aos valores da empresa – em especial, ao valores do setor, certo?
Errado.
Há vinte anos atrás era esse o padrão de conduta da liderança, esbravejando e ameaçando o funcionário. Se o funcionário não gostasse ou não mudasse, era demitido. Passados vinte anos, com o avanço das mais diversas técnicas de gestão e, principalmente, no campo da psicanálise e neurociência, a conduta correta felizmente é outra. Não se obtém engajamento de sua equipe com atitudes ameaçadoras, pois a ameaça gera uma situação de stress no indíviduo a tal ponto que o cérebro, para responder a este estímulo, passa a consumir glicose e oxigênio, justamente aquilo que é necessário para a memória recente, reduzindo sua capacidade analítica e de gerar ideiais. Diante deste quadro, o funcionário é incapaz de detectar e solucionar problemas. A proatividade, que já era deficiente, passa a ser nula, o comportamento deteriora e, com o passar dos dias, teremos duas situações: o agravamento comportamental do funcionário e sua consequente demissão.
Agora, analisemos pelo outro aspecto, que é se fazer valer das técnicas de gestão de pessoas, de valorização conforme Hezberg defendeu e da gestão de relacionamentos – e claro, valendo-se da neurociência. Primeiro, precisamos entender se este funcionário está na atividade coerente ao seu perfil. De nada adianta colocarmos a pessoa errada no lugar errado e exigir dela o máximo de rendimento em uma tarefa para a qual ela não está adequada para cumprir. Segundo, precisamos entender que feedback corretivo nunca é feito no local de trabalho, na frente dos colegas do funcionário e em tom ameaçador, como já bem sabemos.
Ao invés de criticar o funcionário sobre suas atitudes dispersas, sem proatividade e que estão aquém dos resultados esperados, mostre a ele o quanto ele é diferenciado, razão pela qual ele está à frente da atual atividade. Deixe claro que a atividade atual requer alguém com a capacidade que ele já demonstrou ter e que o setor onde ele se encontra requer alguém que tenha conhecimento e habilidade suficientes para proporcionar resultados cada vez melhores em um setor que, até a sua chegada, necessitava de melhorias.
Depois de destacar os pontos positivos que ele possui e realçar seu conhecimento e habilidade, evite dizer palavras como “mas”, “porém”, “só que”. Todo o trabalho que você fez mostrando o valor que o funcionário tem você colocará a perder, pois diante de palavras negativas a nossa tendência é se fechar completamente para o que virá em seguida, pois críticas destrutivas destroem a motivação. O correto é usar termos como “e além disso”, como por exemplo “você possui conhecimento e a habilidade necessária, e além disso há a atitude esperada de você, já reconhecida nas atividades que você desempenhou em outras áreas, e que requer uma atenção maior da sua parte, pois nisto e naquilo vimos a necessidade desta conversa, para compreender as razões das suas atitudes atuais”. Desta forma, você expõe o que está observando de errado na conduta deste funcionário, mostra que ele tem diferencial e que depende apenas dele que os resultados aconteçam. Esta é a deixa para que o funcionário lhe diga o que está acontecendo e o que está levando ele a se comportar de forma contrária aos valores esperados.
Feche o feedback com um acordo de ambas as partes e diga que irá acompanhá-lo para ter a certeza de que o acordo está sendo cumprido. A mudança de comportamento será visível e satisfatória, gerando os resultados esperados por todos.

Feedback com resultados

sandrocan | outubro 22, 2012 em 9:19 pm | Tags: feedback, feedback corretivo, feedback positivo | Categorias: Gestão de Pessoas | URL: http://wp.me/pjIXm-dX