quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Exportação de vinhos portugueses para a China cresceu 62%


A exportação de vinhos portugueses para a China cresceu 62% nos primeiros cinco meses de 2012, para 3,4 milhões de euros, confirmando aquele país como "um marcado prioritário", disse hoje à agência Lusa uma técnica do sector. 

"A China já é o nosso quinto maior mercado fora da Europa, a seguir a Angola, Estados Unidos, Brasil e Canadá", realçou Filipa Anunciação, gestora da ViniPortugal, no início de uma campanha de promoção por quatro cidades chinesas.

Foi a segunda iniciativa do género realizada este ano e decorreu num hotel do centro de Pequim, com a participação de 50 produtores portugueses e cerca de 300 profissionais chineses.
"Há um crescente interesse por este mercado, que, além de uma grande dimensão, tem uma população que está a ganhar poder de compra e começa a aspirar a outro tipo de produtos", disse Filipa Anunciação.

Segundo indicou aquela técnica, "os vinhos tinto e branco continuam a ser os que têm mais saída, mas há também mais interesse pelos rosés e os espumantes".

Filipa Anunciação salientou, no entanto, que "há ainda muito a fazer para construir a marca 'vinhos de Portugal' na China".

"Chegou a altura de os nossos produtores de vinho terem uma representação permanente em Pequim que faça a promoção da marca Portugal", declarou à agência Lusa o embaixador português na China, José Tadeu Soares".

A campanha da ViniPortugal prossegue na quinta-feira em Xangai, seguindo depois para Cantão e Hong Kong.

Pelas contas daquela associação, que não incluem o Porto e o Madeira, as exportações de vinhos portugueses para a China quase duplicaram em 2011, pelo segundo ano consecutivo, somando 8,23 milhões de euros.

Publicado no site Economico

Tarifa de importação é a maior em nove anos


 


Após redução, ano a ano, desde 2002, a média de tarifas de importação aplicadas no Brasil voltou a crescer desde a crise financeira iniciada em 2007, e chegou, em 2011, ao maior patamar dos últimos nove anos, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, a pedido do Valor. A tarifa é um dos principais indicadores de protecionismo, política que, para boa parte dos analistas, aumentou no Brasil após a crise. O tema é polêmico, porém, e, segundo integrantes do governo e analistas independentes, as medidas do Brasil nem sequer compensam o desequilíbrio nos mercados com a desvalorização de moedas como o dólar, o yuan e o euro.

 
Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), com as tarifas médias de importação ponderadas pelo volume de comércio de cada produto, mostram que a elevação do custo das importações começou até antes da crise: o Brasil passou de uma tarifa média ponderada de 8,48% em 2004 para 8,7% em 2005; e saltou de uma tarifa média de 9% em 2007 e 9,05% em 2008 para a média de 10,26% em 2009, até chegar a 10,61% no ano passado. Em todos os cálculos, a tarifa média está, hoje, pouco acima do patamar em que estava em 2002.
 
Um dos raros estudos comparativos internacionais, realizado pela independente Global Trade Alert (GTA), para orientar as discussões do G-20, o grupo das maiores economias mundiais, aponta o Brasil entre os maiores usuários de medidas de proteção à indústria. Só oito países do globo, desde 2008, teriam editado mais medidas capazes de prejudicar importações em favor da indústria nacional, diz o GTA.
 
A contabilidade do GTA inclui, porém, medidas que não podem ser consideradas claramente protecionistas, como as ações de defesa comercial, que, embora imponham restrições e sobretaxas a produtos importados são dirigidas contra produtos beneficiados por subsídios ou preços artificiais, em desacordo com as regras da OMC. Nem sempre o uso de medidas antidumping (contra preços abaixo do normal nas importações) é guiado por critérios puramente técnicos, mas a seriedade da atuação do Brasil é reconhecida internacionalmente, como mostra a ausência de contestação às medidas brasileiras na OMC.
 
Das 443 petições de medidas de defesa comercial feitas pelo setor privado desde 2005 até o primeiro semestre deste ano, 191 levaram a investigações e 193 foram indeferidas ou retiradas pelos peticionários (outras 56 estavam em análise). O cuidado dos técnicos levou a repetidas queixas do setor privado contra a lentidão do governo, até que, em 2011, com o Plano Brasil Maior, o governo mudou regras para agilizar e encurtar prazos desses mecanismos (o que incluiu exigência de mais dados e justificativas nas petições dos empresários contra importações).
 
Dos 430 processos de investigação abertos de 2005 até junho de 2012, 145 terminaram sem aplicação de medida contra importações. No ano de 2011, o primeiro do mandato de Dilma, houve o maior número de medidas impostas definitiva ou provisoriamente dos últimos 25 anos: 28 casos de sobretaxas a importados. Nesse ano, foram rejeitadas 14 petições, o segundo maior número de rejeições desde 1988.
 
Embora a metodologia do GTA seja contestada por muitos especialistas por reunir medidas de alcance e efeitos diversos em uma mesma estatística, o autor dos estudos, Simon Evenett, defende seu cálculo por registrar medidas contra importações com potencial discriminatório, quantidade de produtos e países afetados e de setores nacionais beneficiados. Das 233 regiões monitoradas, 192 têm desempenho melhor que o Brasil em todos esses pontos, calcula Evenett. Dados do GTA foram usados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em viagem a Londres, em setembro, para mostrar que, no saldo entre medidas protecionistas e medidas liberalizantes, o Brasil está atrás de 11 países, entre eles China, Índia, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.
 
"O Brasil pecou, muitos países pecaram bem menos, uns poucos pecaram mais", reagiu Evenett, ao comentar, em nota, as declarações de Mantega.
 
O governo argumenta que, nos últimos anos, tem reduzido em grande quantidade tarifas de importações que vieram ao Brasil em grande volume, como os equipamentos para novas fábricas de montadoras de automóveis, entre elas a Nissan, beneficiados pelo mecanismo de ex-tarifário, que diminui temporariamente o imposto sobre importados. Entre 2008 e 2011, anos de crise internacional, o Brasil autorizou redução em 2.986 itens, 2,5 mil só em 2011. Em 2012, a lista já soma 2,1 mil.
 
"Após a crise de 2008, os países desenvolvidos saíram na frente em medidas protecionistas, com aumento de tarifas e defesa comercial, mas o Brasil logo acompanhou", diz o economista Ivan Tiago Machado Oliveira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que não hesita em afirmar que o país ficou mais protecionista. "O problema maior é que os setores beneficiados por medidas são os mesmos que recebem proteção desde a década de 70", aponta.
 
Em um ponto analistas privados concordam: nos últimos dois anos, o governo federal passou a defender mais abertamente a proteção à indústria nacional, a ponto de adotar medidas que contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Está nessa categoria o aumento do IPI decretado no ano passado para automóveis sem percentual mínimo de conteúdo nacional. Diferenciar, na tributação interna, entre produtos importados ou produzidos localmente é discriminação inaceitável para a OMC.
 
O anúncio recente de aumento de tarifas de importação para 200 produtos, embora dentro dos limites definidos na OMC é condenado pelos que veem um aumento do protecionismo no Brasil. "Há aumento de tarifa para produtos intermediários, que afeta o custo de produção no Brasil e reduz a competitividade", critica a economista Sandra Rios, do Centro de Estudos de Integração e desenvolvimento (Cindes). "É uma política que parece mais voltada para atender à pressão de grupos específicos", diz ela. "Não se mostra caminho de saída e a proteção tende a se perpetuar."
 
A adoção de exigências de conteúdo nacional, embora promovida por vários governos, também sujeita o país a contestação na OMC. Em Genebra, diplomatas acompanham com interesse o caso aberto por Japão e União Europeia contra exigências de conteúdo local no programa de incentivo a energia renovável da a província canadense de Ontário. Há indicações de que os árbitros da OMC considerarão ilegais as exigências canadenses.
 

Governo deve prorrogar programa de desoneração de exportação

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O programa Reintegra prevê a devolução em dinheiro ou crédito de 3% da receita de exportação

O governo deve prorrogar a validade do programa de desoneração de exportações Reintegra, que termina em 31 de dezembro deste ano, por avaliar que a medida é necessária para manter a competitividade dos empresários em um cenário de barateamento dos produtos importados, disseram duas fontes do Executivo federal nesta quarta-feira (31).
 
O programa Reintegra, ou Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, prevê a devolução em dinheiro ou crédito de 3 por cento da receita de exportação com produtos industrializados.
"O governo não vê nenhum motivo para o Reintegra acabar no final do ano", afirmou uma das fontes, que pediu anonimato. Um novo prazo de validade após a prorrogação ainda não foi definido, mas discute-se a possibilidade de extensão por mais um ano, até 31 de dezembro de 2013.

As empresas têm, pelo Reintegra, desoneração de tributos como a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

A outra fonte ouvida argumentou haver espaço fiscal para a prorrogação do estímulo por conta da aceleração do crescimento da economia. O Ministério da Fazenda prevê expansão de 4,5 por cento no ano que vem.

Outro argumento levantado, prosseguiu a segunda fonte, é a possibilidade de se descontar em 2013, por desonerações, 15 bilhões de reais da meta de superávit primário de 155,9 bilhões de reais.
No total, a possibilidade de abatimento da meta é de 25 bilhões de reais, com os 10 bilhões de reais restantes sendo de investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Questionado sobre a prorrogação do Reintegra, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira que o governo ainda tomará uma decisão a respeito.

Uma série de ações de estímulos à exportação e de defesa comercial tem sido anunciada pelo governo, entre elas o ressarcimento de cerca de 30 bilhões de reais desde outubro do ano passado em crédito tributário do PIS/Cofins por valores exportados não contemplados pelo Reintegra, além do aumento de crédito para financiamento do setor exportador.

Publicado na Infomoney

Audi e Mercedes podem voltar a produzir no Brasil, depois do anúncio da BMW

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O mercado de carros de luxo internacional volta os olhos para o Brasil.
Ontem a montadora de automóveis alemã BMW confirmou que vai começar a produzir carros no Brasil no final de 2014.
 
O vice-presidente de Vendas e Marketing da empresa, Ian Robertson, anunciou depois de uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília. que a BMW vai investir 200 milhões de euros na unidade que irá produzir inicialmente 30.000 carros da marca por ano: o Sedan Série 3, Hatch Série 1 e X1 Crossover.
 
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A unidade será construída em Araquari, nas proximidades de Joinville, Santa Catarina, e deve gerar 1.000 empregos diretos e outros 2.500 indiretos. 
 
O presidente da BMW disse que a aposta no mercado brasileiro se dá por conta do potencial de vendas dos carros de luxo, hoje estimados em apenas 1%. “Na Alemanha esse percentual é de 25%. Ainda temos muito espaço para conquistar por aqui”, disse.
O vinda da BMW abriu os olhos dos concorrentes.
 
Marcas premium como a Audi e a Mercedes Benz, que já atuaram no Brasil e suspenderam a produção local na época porque as vendas não deslancharam, já pensam em voltar a produzir carros aqui.
 
O presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, disse na segunda-feira que a Audi pode retomar a parceria com a Volkswagen na fábrica do grupo na Grande Curitiba (PR), onde já produziu o Audi A3. "Se o mercado brasileiro continuar a crescer e atingir 5 milhões de unidades ao ano, vamos ter de considerar uma nova fábrica", disse o executivo alemão.
 
A Mercedes-Benz, que produziu o Classe A em Juiz de Fora (MG), também pode voltar a ter fábrica local, não necessariamente em Minas.
 
Uma possibilidade a ser avaliada é a de uma operação conjunta com a Nissan, sua parceira globalmente.
 
Com informações da Exame e Agência Brasil.
 

A Suécia precisa de mais lixo e importa da Noruega, para aquecimento da água

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Por Roberto Garini
 
Difícil de entender a primeira vista, mas é relativamente fácil de explicar.

Na Europa todo lixo que não é reciclado, ou reaproveitado, é secado e tratado para virar fonte de energia, na queima em usinas termoelétrica.

A Suécia trabalha com um grau tão grande de excelência nisso, que o resíduo que sobra é de 1% do total de lixo produzido pela população.
 
Esta é a razão pela qual a Suécia fez uma oferta à Noruega para comprar o lixo que sobra.
É que suas necessidades de queima de resíduos são da ordem de 800 mil toneladas de lixo/ano, em suas usinas de geração de energia. 

Segundo os números do EUROSTAT, enquanto a  Suécia só deposita 1% do lixo doméstico em aterros sanitários, os demais países europeus deixam 38% do lixo sem reciclagem ou reaproveitamento.

Uma vez que não produzem resíduo suficiente para incinerar, o caminho será o da importação de lixo.

Estranho pensar que a Suécia pode estar sofrendo por ter uma situação invejável no seu modelo de reciclagem. 
 
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O alvo atual do governo sueco, é satisfazer o programa Waste to Energy, que tem por objetivo final a conversão de resíduos em calor e eletricidade.

Por esses processo de queima e aquecimento da água, que é mandada as casas por tubulações, a Suécia diminui a necessidade de aquecimento doméstico durante o rigoroso inverno europeu.


Além da Noruega, a Suécia tenta comprar lixo da Bulgária, Romênia e Itália porque esses países ainda não possuem plantas de incineração de lixo para conversão em calor.


Publicado no So Noticia Boa

Brasil: Siderúrgicas sul-coreanas não serão punidas no Brasil


O Brasil não vai impôr medidas antidumping sobre produtos de aço laminado da Coreia do Sul.

A decisão foi tomada após o governo brasileiro encerrar uma investigação de 18 meses, baseada em uma denúncia sobre a venda de aço laminado sul-coreano a preços pré-fixados.

A conclusão é de que os produtos não causam danos à indústria nacional. As siderúrgicas da Coreia do Sul, entre elas a gigante do aço Posco e a empresa local Hyundai Hysco, exportaram ao Brasil no ano passado um total de US$ 132 milhões em bens de aço laminado.

Publicado na Band News

Brasil é líder em adoção de barreiras comerciais nos últimos seis meses

 

Informe de ONU/OCDE/OMC diz que 27 das 77 ações anti-dumping adotadas pelo mundo são brasileiras

 

Um terço das medidas de defesa comercial adotadas no mundo nos últimos seis meses foi criada pelo governo brasileiro, numa onda protecionista que chama a atenção de parceiros internacionais. Um informe produzido pela ONU, OCDE e OMC à pedido do G-20 concluiu que, das 77 medidas anti-dumping adotadas pelo mundo desde maio, 27 delas foram adotadas pelo Brasil, líder na adoção dessas barreiras no mundo.


O informe, antecipado com exclusividade por este blog, será publicado na tarde de hoje em Genebra e Paris. À rigor, a adoção de medidas anti-duping não representa uma violação de regras internacionais do comércio. Mas a explosão da adoção das barreiras, com a elevação de impostos de importação, representa um termômetro do comportamento de governos em relação à entrada de produtos estrangeiros.

Entre maio e setembro de 2011, o Brasil havia iniciado sete medidas anti-dumping. No mesmo período de 2012, o número explodiu para 27 produtos diferentes. O país que aparece em segundo lugar é o Canadá, com apenas nove medidas. Nos Estados Unidos, foram apenas duas as barreiras dessa natureza nesse período.

Num esforço de identificar o comportamento de governos diante da crise e monitorar a situação do comércio mundial, as entidades estimam que as pressões protecionistas continuam a ser sentidas, ainda que em um ritmo mais fraco que em 2011.

Mesmo assim, diante ainda de um desemprego recorde em vários países, a estimativa da entidade é de que governos continuam sofrendo pressões de setores atingidos para que sejam protegidos da concorrência estrangeira.

No caso brasileiro, medidas como a elevação de taxas de importação e programas para dar privilégios à produção nacional são listadas como exemplos de atitudes contrárias à liberalização.

O Itamaraty insiste que elevar as tarifas aos níveis que legalmente tem direito na OMC não representa uma violação das regras internacionais e aponta que o País está apenas usando o espaço de política pública que tem o direito pelas regras. Além disso, alerta que a adoção de medidas anti-dumping são adotadas com transparência.

O que países ricos se queixam é de que, no âmbito do G-20, o Brasil firmou junto com os demais governos um compromisso para não elevar barreiras. Diplomatas europeus e americanos já se queixaram em reuniões fechadas ao governo brasileiro diante das novas medidas do País. Outros, como Canadá e Japão, preferiram atacar as barreiras em reuniões na OMC.

Num estudo que será também publicado nos próximos dias pela entidade Global Trade Alert, financiada pelo Banco Mundial, o Brasil aparece com um dos países que menos visou as empresas estrangeiras ao adotar barreiras comerciais, pelo menos entre as sete maiores economias do mundo. Japão e Europa estariam entre aqueles que mais medidas tomaram qe acabam discriminando empresas estrangeiras. Esse grupo adotou quase 900 das 1,5 mil barreiras comerciais criadas por governo desde a eclosão da crise internacional, em 2008.

Outra constatação é que, desde 2008, pelo menos 3,5% do comércio mundial foi afetado por medidas protecionistas e políticas que governos prometiam que seriam temporárias hoje acabaram se consolidando como novas realidades.

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